quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O RH é a sua cara. Acredite!

Em um artigo passado, denominado “Preciso implantar o RH. Alguém ajuda?”, conhecemos a Maria e sua difícil empreitada. Quando notificada pelo seu Diretor que deveria implantar a área de Recursos Humanos na próspera fábrica de embalagens, não sabia por onde começar. Mesmo assim ficou encantada com a oportunidade. Até então, vivia uma situação tranqüila. Processos terceirizados de folha de pagamento e de documentação e registro, definição junto aos gerentes de alguns requisitos para contratação de novos funcionários e encaminhamento dos pedidos a uma consultoria de recrutamento e seleção, uma vez por mês distribuição de vale refeição e vale transporte e um ou outro probleminha com a assistência médica conveniada. Como já sabemos, a primeira idéia que veio em sua cabeça foi recorrer aos amigos internautas de suas redes de relacionamento. Como toda solicitação feita nas redes de relacionamento, seu pedido de ajuda foi vago e sem a menor especificidade. Lançou “Preciso implantar o RH. Alguém ajuda?”. Confiante, aguardou alguns dias e acessou todas as suas redes de relacionamento. A maioria das respostas que esperava receber não foi exatamente a ajuda necessária. “Eu também preciso, envia prá mim também”, foi o que dominou na maioria das respostas ao seu pedido. Recebeu também a indicação de alguns livros e de algumas boas consultorias e consultores focados no assunto. Comprou alguns livros, trocou idéias com colegas de empresas próximas, pesquisou na internet e começou a fazer seu diário de bordo e seu planejamento estratégico. Ótimo, foi seu melhor pensamento desde o inusitado pedido de seu Diretor. Observou que depois da época do perfil, do paradigma e do feedback, agora só se fala em competências no mundo corporativo e do RH em particular.

Diante da mesmice que há tempos reina em gestão de pessoas, termos como Competências e RH/Remuneração Estratégica surgiram travestidos de produtos novos. É nessa perspectiva que muitos autores renomados, consultores e profissionais utilizaram o termo “competência” para servir como símbolo do desenvolvimento de um novo modelo de gestão de pessoas. A busca de um novo modelo de gestão sempre é bem vinda (extremos de preciosismo e de tecnicismo podem ser repensados).

Principalmente na área de Gestão de Pessoas onde dispomos de farta matéria prima nesse sentido e pouquíssima literatura que não caia no lugar comum.

A competência já foi analisada, debatida e criticada por vários autores e, muitos deles, consideram que a noção de competência ainda não é totalmente definida. Ótimo, pois a investigação e a busca dos “por quês” tem que ser contínua. A maior parte das definições tem sua nascente nas pesquisas de David McClelland, da Universidade de Harvard, em 1973.

A apresentação extensiva de definições acaba por confundir os gestores e empresários, que buscam uma forma mais simplificada de poder colocar em prática as teorias. O fato é que um modelo de gestão de pessoas focado em gestão de competências oferece um mar sem fim de oportunidades de desenvolvimento e validação de conceitos, definição de indicadores e bússolas, formulação e aplicação de matrizes de remuneração, mapas de levantamento do banco de conhecimentos que a empresa dispõe, determinação do banco de conhecimentos que a empresa necessita dispor e outros tantos itens.

Qualquer empresa pode desenvolver seu modelo de gestão de competências alinhado ao seu planejamento estratégico. Gestão de competências empresa (formulado a partir da estória da própria empresa, de sua cultura e de seus valores, da associação dos conhecimentos individuais e coletivos disponíveis e desejáveis, de sua tecnologia e métodos de produção, de seu estilo gerencial entre outros itens) e gestão de competências colaborador (combinação de conhecimentos adquiridos pelo colaborador através de sua própria estória de vida e de sua formação e aprendizados vivenciados ao longo da sua carreira profissional para fazer a empresa funcionar).

Por outro lado, não existem receitas mágicas, fórmulas milagrosas e gurus infalíveis. O que serve para uma empresa não vale para outra ou o que deu certo em algum momento, em outro não dá resultado.

O “RH” de uma empresa costuma ter a cara e o estilo de seu gestor. É verdade, acredite! Quando não há muita cobrança, participação e o envolvimento com os rumos da empresa é o mínimo necessário, a Direção não espera muita coisa além do cumprimento das exigências legais, por achar que seu gestor de RH não consegue “chegar lá”. Paradão demais ou Filósofo demais!

Parte dos gestores de RH de algum tempo atrás, tinham como ousadia máxima, a ampliação de suas bases horizontais. Com a engorda de seu organograma, construíam barricadas e procuravam garantir territórios conquistados. Enquanto isso, em algum lugar no andar de cima, os demais gestores da empresa discutiam planejamento e rumos estratégicos da empresa. Inclusive de Gestão de Pessoas!

Como pode acontecer com outros profissionais da área, Maria viu-se diante de um momento raro. Ter a possibilidade de tornar-se gestora de pessoas de fato.

Ao ter essa oportunidade, o novo gestor tem que estar alinhado com as tendências regionais, nacionais e mundiais e buscar aprender com as melhores práticas (aprender não é copiar). Maria, entenda de verdade a cultura e os valores ditados pelos acionistas de sua empresa, para não se perder em projetos vãos que não conseguem convencer sua aplicabilidade. Tendo uma boa idéia, não a lance antes de amadurecê-la e validá-la em termos práticos. Não “queime” suas boas idéias. Circule uma vez por dia pela empresa inteira, ouça as lideranças formais e informais, avalie situações problema e construa cenários para entendê-las e resolvê-las. Pesquise e investigue novas literaturas, artigos e seminários. Diariamente. Contrate uma Consultoria ou um Consultor para um determinado projeto e acompanhe todos os passos que serão dados e absorva o conhecimento aplicado.


De tanto ouvir e falar em competências, essa é a sua competência principal: frequentar o andar de cima com desenvoltura e tornar a área de gestão de pessoas de sua empresa necessária, participativa, estratégica e alinhada com a Direção!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Você contrataria para sua empresa, um gerente entre 50 e 60 anos? Provavelmente não! Pode me dizer por que?

Agora, você contrataria para sua empresa, um gerente de compras, logística ou de recursos humanos entre 50 e 60 anos? Provavelmente não! Pode me dizer por que?

Algumas profissões têm a idade de seu ocupante como inimiga, outras como aliada. Se você é médico, engenheiro civil, advogado, professor ou jornalista, quanto mais velho você fica mais é respeitado (não falo de exceções). É natural. É o efeito psicológico. Você compraria uma casa totalmente assistida por um engenheiro civil recém formado ou faria uma cirurgia do coração por um médico cirurgião recém formado? Provavelmente não!

A grande maioria dos presidentes dos países do nosso planeta tem mais que 50 anos e ocupam o mais importante cargo de seu país. Você votaria, para presidente de seu país, em um candidato com 30 anos? Agora, você contrataria para sua empresa, um gerente de compras, de logística ou de recursos humanos, entre 50 e 60 anos? Provavelmente não! Pode me dizer por quê? Quem pensa assim é você ou sua empresa? Para presidente de seu país, em linhas gerais, tem que ter experiência burocrática e política, vida pública de ilibada reputação e mais que 50 anos ao passo que, um gerente de compras, de logística ou de recursos humanos com 50 anos, uma experiência verdadeiramente qualificada e nada que possa denegrir sua imagem ao longo de sua carreira, não serve para sua empresa. Tem que ser um “cara” de 30 anos.

A grande preocupação do estagiário é formar-se e ser trainee. A grande preocupação do trainee é logo virar um profissional junior. Essas passagens são de curta duração. Uma vez pleno, a vida já começa a sorrir. Já está na profissão e o tempo é só uma questão de tempo. Difícil é manter-se junior por mais que dois, três anos! Lá pelos 30 anos tornar-se sênior, com 35 anos chefe e com 40 anos gerente. Calma, estou falando das décadas passadas. Hoje, muitos profissionais do maior gabarito tornam-se gerentes e diretores na faixa dos 30 anos. Tecnicamente perfeitos, porém, o lidar com a vida corporativa e pessoal, por vezes deixa a desejar. Coach, MBA e cursos de desenvolvimento e formação de gestores fazem parte do dia a dia. Tudo se resume à competência de cada um em querer posicionar-se melhor.
  
Como se desperdiçam os cérebros em nosso país tão carente de qualificação. É lógico que existem centenas de jovens muito bons naquilo que fazem e, se são gerentes ou diretores, na faixa dos 30 anos, o são por absoluto mérito e competência rópria. Também é lógico que existem centenas de “velhos” chatos, pedantes, ultrapassados e verdadeiros “malas sem alças”.

Mas, um selecionador, ao receber o currículo de um cinquentão, sessentão, na hora envia ao “arquivo morto”. Cheio de preconceitos. Incapaz de simular variações em torno de um mesmo tema. Só o que está na partitura.

Ao invés de só enviar seus funcionários para um curso de gestão de compras, logística ou recursos humanos, contrate um ex gerente dessas áreas para desenvolver projetos e ministrar/transferir conhecimentos “in company”. Tudo por prazo determinado.

Um profissional desses, bem selecionado, já adquiriu sua estória empresarial vivida, participou de inúmeros cursos de informação, formação e atualização, já “filtrou o joio do trigo” em todos eles, já errou e acertou e está aí, ao seu lado, à sua disposição.

Considero um enorme desperdício, deixar esse “cara” sentado em uma poltrona, em uma quarta feira útil, assistindo jogos da Champions League. Se bem que os jogos são muito bons!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Endomarketing e Redes Sociais Corporativas: Como ganhar com isso?

Escrito por: Willian Medeiros

É sabido que cuidar bem dos funcionários é perpetuar e valorizar um dos principais ativos de uma organização: as pessoas. O grande desafio dos profissionais de endomarketing e de RH é manter a equipe trabalhando feliz e engajada, para assim produzir mais e com maior qualidade.

As ferramentas que ajudam nesse processo (como brindes, premiações em dinheiro, eventos corporativos, etc.) são muitas e estão em constante evolução, mas sozinhos não dão mais conta das necessidades de comunicação. Com a enxurrada de tecnologias que tanto nos oferecem novas soluções, uma chama a atenção para campanhas e controle interno de processos: a rede social corporativa.

Oferecendo várias funcionalidades intuitivas e diretas das redes sociais normais, a rede social empresarial é uma aliada fortíssima e comprovada pelos profissionais de endomarketing e RH. Em um único ambiente é possível manter toda a equipe de funcionários engajada e sabendo o que acontece dentro e fora do seu negócio.

Essa é a ideia do 4bee: ter todos em um mesmo ambiente para que toda a comunicação da empresa flua melhor e você economize tempo e recursos financeiros que antes eram consumidos em tarefas que demandavam muito esforço.

Colocando na ponta do lápis, ao ter uma rede social corporativa você economiza em viagens, deslocamentos dentro da cidade para reuniões de negócios, telefone e tempo dos funcionários (uma moeda fortíssima nos dias de hoje) entre outras. Segundo pesquisa da McKinsey, apenas com e-mails o custo é reduzido em 25%, a diminuição de gastos com viagens é percebida por 40% das empresas e a redução de custos de comunicação é sentida por 58% das companhias. O grande potencial da rede social corporativa, porém, é como elas te fazem faturar mais.

Ao usar uma rede social empresarial, você consegue ter todo o panorama de onde estão seus funcionários, o que eles estão fazendo e como auxiliá-los para que ampliem sua capacidade produtiva. As campanhas de motivação conseguem ter alcance diário para que os colaboradores nunca deixem cair o ânimo e sigam dando o máximo de si com satisfação, automaticamente dando ao seu produto ou serviço uma qualidade superior e/ou um preço mais baixo, fatores que, na atual conjuntura do país e do mercado como um todo, pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso de uma companhia.

De acordo com o estudo da McKinsey, o uso de tecnologias sociais traz benefícios para 90% das empresas que utilizam essas ferramentas, o aumento da velocidade no acesso à informação é sentido por 74% das empresas e o crescimento no acesso aos experts internos das companhias é percebido por 51%. Além disso, as empresas contam com aumento da satisfação dos usuários, crescimento de ideias inovadoras em produtos e serviços e aumento de receita.

O custo para implementação de uma rede social corporativa é baixíssimo. O 4bee, por exemplo, possui toda a estrutura na nuvem, o que economiza tempo e recursos de TI. Outra vantagem é a interface amigável e intuitiva que não necessita de treinamentos complexos ou conhecimentos de linguagens avançadas para todos os colaboradores utilizarem.

O 4bee oferece um trial que é uma ótima maneira de testar as funcionalidade e ver o que pode ser aplicado no seu negócio.

Faça o teste e nos conte em marketing@4bee.com.br seus resultados de endomarketing com uma rede social corporativa?


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Chega de botar sempre a culpa no pessoal de RH!

Discriminar significa fazer uma distinção. Discriminação é um termo muito genérico, pois abrange cor, raça, religião, faixa etária, fumante, peso, aparência e outros tantos itens.
  
A diferença entre não contratar e evitar contratar é uma linha tênue. O ser humano carrega dentro de si um arquivo de itens discriminatórios que começou a ser carregado na infância. Pelas atitudes de seus pais, de sua família, dos amigos da escola e dos amigos do bairro. O colega “diferente” por algum motivo costuma ser alvo de brincadeiras e práticas discriminatórias.

A expressão corporativismo foi criada na Itália fascista e propôs-se eliminar a luta de classes mediante um modelo de colaboração entre elas. Hoje quando falamos em corporativismo, pensamos somente na proteção que fazem entre si, grupos de pessoas de mesma natureza e objetivos. Corporativismo médico, político, jurídico ou policial por exemplo.

No mercado de trabalho a prática discriminatória começa quando alguém da área de Recursos Humanos abre seu correio eletrônico ou quando começa a filtrar candidatos a uma vaga divulgada. O primeiro item investigado é a idade do candidato. Salvo raríssimas exceções, o conteúdo ocupacional do candidato não é investigado se a idade fugir do concebido. Esse é praticamente um dos únicos poderes discriminatórios do RH. Geralmente quando um candidato acima dos 40 anos é contratado é porque conseguiu tratar direto com o dono da vaga ou com dono da empresa.

Chega de culpar o pessoal de RH, afinal temos que entender que muitas vezes a própria Direção da instituição ou as características de um cargo e suas atribuições ditam as regras.

É muito difícil a contratação de alguém com mais de 28/30 anos para Auxiliar Administrativo, típico cargo de início de carreira. Não é verdade? Isso é um fato! Afora o bordão que com essa idade, candidatar-se a uma vaga de auxiliar, não se pode esperar muita coisa e nem acreditar em evolução profissional. Muitos selecionadores alguma vez na vida já se depararam com situações desse tipo, vindo à tona, os sentimentos discriminatórios. Mesma coisa um Contador experiente candidatar-se a uma vaga de Auxiliar Contábil, pois está há tempos desempregado. O não é instantâneo. A vida do RH não é fácil. O importante é ter a sensibilidade de buscar alternativas de aproveitamento se o conceito do candidato, aos olhos do RH, é merecedor.

Quando se fala em feedback então, a coisa pega. O que se fala mal do pessoal de RH por causa do bendito feedback é espantoso. Agora, imagine você abrir uma vaga com indicação do nome da empresa, receber “trocentos” currículos e dar feedback a cada candidato não convocado! Quando sobram cinco e um escolhido aí sim. Pode e deve cobrar o feedback. Afora os que telefonam e pedem laudo psicológico por telefone do porque não foi escolhido!

Não se pode culpar o RH se instituições comerciais ou que trabalham em turnos de revezamento não contratam seguidores de uma religião que não permite trabalhar aos sábados ou aos domingos. Ou se uma instituição fornecedora e/ou produtora de produtos bélicos não contrata mecânicos, técnicos e engenheiros judeus, pois seus principais compradores são árabes (nenhum árabe compraria um fuzil ou um tanque fabricado por um judeu). Mas essas instituições não se pronunciam abertamente que não contratam tais religiosos ou judeus, apenas evitam contratar.

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências



sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

5 Motivos para você ter uma Rede Social Corporativa!

Escrito por: Willian Medeiros



A comunicação interna tem sido um grande desafio para a grande maioria das empresas há muito tempo. Como fazer com que toda a equipe saiba exatamente o que está acontecendo na companhia? Como fazer com que a mensagem que o departamento de comunicação quer passar para os clientes e parceiros seja entendida primeiro pela equipe interna? Essas e uma série de outras questões geram uma dor de cabeça imensa aos profissionais de gestão e as soluções sempre parecem muito difíceis de implementar ou tão caras que tornam o projeto inviável.

O e-mail, que ainda é o método mais utilizado para comunicação empresarial, possui várias limitações que muitas vezes geram perda de tempo ou de produtividade para organizar e encontrar o que o profissional procura. Uma forma rápida e prática de melhorar esse processo é o uso de redes sociais corporativas, plataformas cada vez mais populares e que geram muitas melhorias para a empresa.

Veja as vantagens: 

1 – Integração

As redes sociais corporativas permitem a integração de todos os profissionais da empresa em uma mesma interface. Empresas que possuem filiais em diferentes cidades, estados ou países conseguem se comunicar rapidamente e de forma prática em real time.
  
2 – Proximidade dos clientes e parceiros

Dependendo do projeto, é possível incluir os stakeholders na rede social da empresa para uma comunicação mais efetiva e descomplicada. Além de ser uma ótima maneira de fidelizar o cliente, essa proximidade o fará entender melhor a empresa, o projeto e trará uma relação mais profunda entre todos os envolvidos.
  
3 – Economia de custos

A diminuição da necessidade de reuniões presenciais, redução de custo de deslocamento e maior facilidade para colaboradores que trabalhem de casa fazem com que a rede social corporativa gere grande economia financeira para a empresa.
  
4 – Colaboração

As redes sociais corporativas são naturalmente colaborativas. Nelas, todos têm voz para dar ideias diferentes, sugerir leituras importantes, enviar mensagens que possam resolver problemas que afetem vários departamentos e muitas outras funcionalidades que fomentam a participação geral nos assuntos da empresa.
  
5 – Disponibilidade

Os arquivos enviados e as informações fornecidas podem ser acessados de qualquer lugar e a qualquer horário, possibilitando aos colaboradores a liberdade e a disponibilidade para fazer alterações (dependendo do nível de permissão que o profissional tiver na ferramenta), corrigir erros ou se inteirar dos processos 24 horas por dia.
  
Se você ficou interessado mas ainda não está convencido que vale a pena para o seu negócio, algumas empresas oferecem períodos gratuitos de teste, e mesmo depois desses períodos o custo é baixo. O 4bee, por exemplo, faz a implantação e execução na nuvem, o que diminui ainda mais o custo de TI para a empresa que contrata e oferece maior agilidade para o início da operação. Veja nossos planos.

A sua empresa já trabalha com rede social corporativa? Como está sendo sua experiência com a ferramenta? Conte para nós o seu veredicto sobre essa nova tecnologia:








segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Empregabilidade - Lembre-se, não existem mais edifícios para sempre!

Nesse ano que se inicia vamos conversar sobre empregabilidade. Muitos profissionais de diversos níveis de formação e de diversas áreas e faixas etárias, começaram o ano novo à procura de emprego ou ocupados em manter o emprego atual ou fontes de trabalho e renda.

Aquela velha turma acostumada a viver, conviver e superar tantos momentos de crise no Brasil já viu esse filme antes. A geração profissional pós Plano Real verá um filme nunca antes exibido na televisão!

Nesse momento, até os encantados Y´s estão em tempos de calmaria enquanto aguardam novos ventos. Acostumados a trocar seus empregadores quando percebiam a possibilidade de colisão de rotas estão mais afetos a comandos e controles de gestão e gerenciamento.

Como manter-se competitivo num mercado onde todos querem manter-se competitivo. Segundo o Consultor de Recursos Humanos, José Augusto Minarelli, a empregabilidade é formada por seis pilares: adequação vocacional, competência profissional, idoneidade, saúde física e mental, ter uma reserva financeira e fontes alternativas e networking.

Algumas décadas atrás, um dos quesitos de uma carreira bem sucedida, centrava a dedicação, a lealdade e a paciência para percorrer, degrau a degrau, a hierarquia da empresa. Em troca aconteciam estórias do office boy que virou presidente. O perfil básico do profissional era moldado pela experiência (principal referência de êxito), pela acomodação, pela dependência, pelo carreirismo, pela resistência às mudanças, pelo salário determinado pela empresa e a aquisição de conhecimentos vinha da vontade pessoal.

Por volta dos anos 80, indivíduos e empresas começaram a abandonar a ideia dos chamados “edifícios para sempre”. O perfil básico do profissional passou a ser moldado pelo grau de escolaridade (agora principal referência de êxito), pela confiança, pelo “ser” político, pela criatividade, pelo ajuste às mudanças, pela competitividade, pelo salário negociado com a empresa e a aquisição de conhecimentos baseada na teoria acadêmica.

O conceito “você é o dono da sua carreira”, começou a ganhar consistência a partir do processo da globalização e da corrida em busca de competências. Sustenta a contratação de empregados com alto potencial de êxito, assegura que estes colaboradores recebam o monitoramento necessário para desenvolver este potencial, define um sistema de avaliação para fornecer a retroalimentação necessária para alcançar um desenvolvimento excelente e permite focar nos conhecimentos, habilidades e atitudes que os empregados necessitam para alcançar os objetivos da empresa.

O perfil básico do empregado tem que ser moldado pelo relacionamento com sua equipe (agora principal referência de êxito), quer como líder, quer como integrante, pelos estudos, pela visão global das coisas, pela postura nos processos de mudanças, pela capacidade de facilitador, pelo salário conquistado pelo resultado de seu trabalho e de sua equipe e a aquisição de conhecimentos é fruto de aprendizado contínuo.

Nesse novo contexto, aos seis pilares da empregabilidade citados, podemos acrescentar mais quatro: capacidade de influenciar pessoas, facilidade para promover mudanças, contínua capacidade e vontade de aprender a reaprender e flexibilidade intercultural. A sabedoria consiste em conseguir transformar e trabalhar os dez pilares em seu benefício. Colocá-los a seu serviço. Isso se chama Talento!

Além de estar sempre focado e atualizado naquilo que se sabe fazer e acontecer, é muito importante buscar sempre informações de cultura geral (lembre-se sempre do pilar flexibilidade intercultural). Estar em dia sobre conhecimentos gerais do mundo da política, da economia, da literatura, dos esportes tornam a sua presença e conversa mais interessante aos ouvidos de todos.


Lembre-se, não existem mais edifícios para sempre!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências
(11) 99323 - 7923

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Uma carreira não pode ser esquecida por causa de uma derrota!

Tempos atrás li em uma rede social uma postagem de um palestrante que dizia mais ou menos assim: "Você tem que ser sempre o primeiro, o segundo lugar não vale nada, o segundo lugar significa o primeiro dos perdedores, nunca se conforme com o segundo lugar, seja sempre o vencedor". Essas palavras vinham acompanhadas da foto do palestrante em ação em uma de suas palestras.

Assistir uma palestra motivacional com esse teor de agressividade pode surtir um efeito contrário ao que você vem buscando. Há uns malucos que os RH´s costumam contratar, para animar a equipe de vendas, que, aos berros, mandam o povo explodir a garganta gritando Rááááá ou tentam transformá-los em cães de guerra para assediar a clientada.

Nessa hora lembro o Renato Russo – Quem me dera ao menos uma vez o mais simples fosse visto como o mais importante!

O princípio do vencedor é um dos baluartes da sociedade americana e, tecnicamente, só vale quem ganha. Essa é uma das razões porque o futebol não faz muito sucesso por lá. O regulamento da FIFA destaca que pode ocorrer “empate”, portanto há jogos sem vencedores e isso não serve lá. Sempre tem que haver um ganhador.

Outro exemplo são os filmes de Hollywood. Os soldados americanos que perderam a guerra do Vietnã, na qual muitos morreram, não foram vistos com bons olhos e nem bem recebidos quando acabou a guerra. Bom exemplo é o primeiro filme da série Rambo e Franco Atirador (importante associar o ano em que os filmes foram feitos).

Logo após a crise financeira dos Estados Unidos, em 2008, que começou com a quebra do Banco Lehman Brothers, um articulista de lá escreveu um artigo abordando a influência dos gurus e dos livros de auto ajuda na quebradeira geral.

Pode ser que o cara viajou um pouco, mas tem seu fundamento. Dizia que, de tanto ouvir falar "Você pode", "Você tem competência", “Você tem que pensar como vencedor", "Você tem que sempre pensar grande", “Você merece" e por aí vai, muitos e muitos americanos partiram para a compra generalizada de imóveis e veículos. Hipotecava um e comprava outro e trocava de veículo como se fosse a compra de uma nova camisa. O final dessa estória você já sabe. Observo que em nosso país essa estória está apenas começando.

Concordo que é estimulante assistir palestras motivacionais de esportistas vencedores em suas áreas de atuação. A psicologia nos ensina que é comum a projeção da realização pessoal através do sucesso dos nossos ídolos. Porém, lembre-se que pode bastar apenas uma derrota, para que toda a construção de sua carreira de sucesso venha abaixo, não importando suas vitórias passadas. "Foi excelente em todos os jogos do campeonato, porém sofreu um gol no jogo decisivo". Muitas carreiras de bons goleiros terminam assim.

A agenda de palestras do técnico da seleção brasileira, que perdeu a copa da Alemanha, Parreira, ficou vazia e seu livro escrito alguns meses antes da Copa, “Como forjar uma equipe de Campeões”, encalhou nas livrarias.

Esportistas que faziam muitas palestras motivacionais tempos atrás, quando começaram a perder, deixaram os palcos.

Uma carreira não pode ser esquecida por causa de uma derrota, por causa de um segundo lugar ou por causa de uma promoção que não saiu. Vencedor é só um. Se sua empresa tem dez gerentes, são só dez gerentes. Se tem cinco diretores, são só cinco diretores. Continue feliz fazendo o que gosta e continue fazendo bem feito.

Procure não se iludir com palestras que apontam sempre para sonhos que não são seus ou, simplesmente, que não existem!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências
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