terça-feira, 19 de maio de 2015

Diga não aos maus hábitos!

Temos atrás, um grupo de 40 profissionais de diversos setores e de todas as partes do Brasil se reuniu pela internet e passou a trocar informações sobre as más experiências por que passaram durante a disputa por uma vaga.

Das conversas, saiu uma lista de 13 hábitos que headhunters e áreas de seleção das empresas deveriam evitar, e que foram divulgadas pela revista Você S/A. São eles:

1. Não dar retorno: se o currículo chegou, se a vaga foi fechada, se o candidato já foi excluído;

2. Não estudar com antecedência o currículo do candidato e fazer uma leitura dinâmica instantes antes ou mesmo durante a entrevista;

3. Marcar encontros em lugares inadequados e barulhentos, como shoppings e cafés;

4. Fazer perguntas que invadem a privacidade do entrevistado, como o desejo de ter filhos, ou se é casado de papel passado;

5. Rotular o profissional tomando por base o perfil de alguma empresa em que trabalhou;

6. Confidenciar “estou trabalhando esta vaga por fora da empresa que represento”;

7. Chamar para entrevista usando uma determinada vaga como isca, mas entrevistar para outra, cuja função e salário não são condizentes.

8. Chamar para entrevista apresentando uma oportunidade e, no meio da conversa, revelar: “Queria apenas conhecê-lo”;

9. Entrevistar dois candidatos simultaneamente para “ganhar tempo” ou fazer a entrevista às pressas porque o candidato seguinte já chegou;

10. Durante a entrevista, permitir ser interrompido por terceiros, atender ao celular, sair da sala, ler e-mails;

11. Dizer que vai passar o candidato para a próxima fase e sumir sem dar nenhuma satisfação;

12. Medir visualmente o candidato de cima a baixo, antes mesmo da conversa ser iniciada;

13. Fazer perguntas ou insinuar brincadeiras preconceituosas relacionadas à religião, cor da pele, preferência sexual e aparência física.

Alguns conselhos para administrar melhor seu tempo!

Produtos interessantes tirados do Fundo do Baú. 

A matéria abaixo foi publicada na Revista Exame, em 31 de outubro de 1990. 

Observem que não havia internet e muito menos email!!

1. Você não é apenas um profissional. É também pai, marido, amigo. Não abra mão do café da manhã e do jantar com sua família.

2. Estabeleça a hora do recreio. Reserve semanalmente uma tarde ou manhã para fazer o que lhe der na cabeça.

3. Crie a hora de 45 minutos. Guarde pelo menos 15 minutos entre um compromisso e outro para resolver imprevistos ou pra relaxar. Pode ser um momento para você por os pés sobre a mesa e viajar para fora do escritório.

4. Faça sua secretária uma aliada contra os "ladrões" de seu tempo, aqueles interlocutores que não saem mais de sua sala. Combine um código para que ela interrompa a reunião anunciando a chegada de um visitante.

5. Não faça uma reunião sem planejamento. Envie uma pauta com os temas para todos os participantes. Só convoque quem tenha contribuições a dar. Determine horários de início e de término do encontro.

6. Aprenda a dizer "não". Não se envolva em problemas que seus subordinados podem resolver. Não assuma atividades que não são de sua responsabilidade.

7. Na segunda feira faça um planejamento para a semana inteira.

8. Pela manhã faça uma lista das atividades que devem ser realizadas durante o dia.

9. Responda a toda correspondência e a toda documentação assim que as receber, evitando o acúmulo de papel em sua mesa.

10. Pratique basquete durante o expediente. Arremesse imediatamente para a cesta de lixo toda papelada inútil. Não caia na tentação de que aquilo "pode me ser útil um dia".

11. Reserve um espaço de tempo exclusivamente para fazer suas ligações telefônicas. Deixe os comentários sobre futebol e fofocas para o happy hour.

12. Examine seu local de trabalho para identificar possíveis fatores que lhe tirariam a atenção. Exemplos: a posição da mesa, o layout da sala, a proximidade da sala do cafezinho,...

13. Dance conforme sua própria música. Verifique os horários em que você tem melhor rendimento e os reserve para as atividades mais complexas e de maior responsabilidade.

14. Crie antídotos contra inoportunos e chatos. Ao se interrompido bruscamente por alguém não pare o que está fazendo, não ofereça cafezinho, não convide para sentar. Responda com objetividade e concisão.

15. Vença a tentação de deixar tudo para a última hora. Procure cumprir suas metas antes do prazo final. Você vai poupar boas doses de energia e ansiedade.

16. Não inicie uma atividade enquanto a anterior não estiver concluída.

17. Defina com clareza as atribuições e responsabilidades de seus subordinados Dê autonomia para que eles ajam dentro desses limites. Se não estiverem preparados, treine-os.

18. Informe semanalmente para sua equipe, se possível também para seus superiores, a programação de seu tempo.

19. Dê um basta na ansiedade. Nunca comece a trabalhar em um assunto se você não tiver informações e conhecimentos suficientes sobre ele. Assim, você gastará menos tempo e terá resultados mais satisfatórios.

sexta-feira, 15 de maio de 2015

"Desafíos y tendencias en la gestión de Recursos Humanos: del CRM al ERM"


La Lic. Carolina Bellora y el Cr. Gonzalo Icasuriaga, MBA, brindaron la conferencia "Desafíos y tendencias en la gestión de Recursos Humanos: del CRM al ERM" (del Customer Relationship Management al Employee Relationship Management).



terça-feira, 12 de maio de 2015

As três perguntas que realmente importam numa entrevista!

Esqueça de prestar atenção a cada uma das perguntas daquele verdadeiro rosário que é desfiado por recrutadores em cada entrevista de emprego. Na verdade, o que os entrevistadores realmente querem saber é: Você pode fazer o trabalho? Vai gostar muito do que faz? Conseguimos tolerar trabalhar com você? É o que dizem executivos e CEOs, segundo matéria da Forbes. Eles explicam que cada uma dessas perguntas pode ser feita usando diferentes palavras, mas que cada uma delas é apenas uma variação dos seguintes tópicos, que guiam a escolha de um candidato: habilidades, motivação e perfil.

Você pode fazer o trabalho? - A questão não se refere apenas a habilidades técnicas, mas a liderança e a habilidades comportamentais/interpessoais. A técnica ajuda a subir os degraus, diz Kevin Kelly, CEO da empresa de recrutamento e seleção Heidrick & Struggles. Mas, para se manter, diz, são necessárias habilidades interpessoais.

Você vai gostar muito do trabalho? - A motivação é um fator visto como fundamental por muitos CEOs. Segundo Bill Guy, CEO do Cornerstone International Group, a natureza da motivação é essencial. Guy diz que funcionários jovens não querem meramente ser pagos por trabalharem duro, mas vão trabalhar duro porque apreciam o ambiente e os desafios associados ao trabalho.

Conseguimos tolerar trabalhar com você? - Grande parte dessa questão, dizem recrutadores, diz respeito a como o profissional se encaixa na cultura da organização. Sem isso, em pouco tempo o profissional deixará a empresa. Cerca de 40% dos executivos deixam as empresas ou são demitidos em 18 meses, justamente por não se ajustarem à sua cultura.


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segunda-feira, 27 de abril de 2015

O efeito Wallenda!

O norte americano Warren Bennis, falecido em 2014, foi um dos maiores especialistas  em desenvolvimento de lideranças dos Estados Unidos. Foi um dos profetas da liderança e ficou conhecido pela frase – "Os gestores fazem as coisas de forma certa. Os líderes fazem as coisas certas".

Costumeiramente em suas palestras aplicava a figura do “Efeito Wallenda”, baseado no famoso equilibrista Karl Wallenda.

Karl Wallenda caminhava na corda bamba a grandes alturas sem qualquer proteção e sem redes de segurança. Wallenda dizia – “Andar na corda bamba é viver, todo o resto é esperar”.

Quando caiu da corda bamba em 1978 em Porto Rico, com consequências fatais, sua esposa ao ser entrevistada disse – “ O interessante sobre a queda é que pela primeira vez ele estava começando a pensar sobre a possibilidade de cair. Ele nunca tinha pensado nisso antes. Meu sentimento pessoal é que ele colocou toda sua energia buscando não cair, em vez de se concentrar no caminha na corda”.

Baseado nas entrevistas e pesquisas com grupos de executivos que estudou, Bennis relacionava o caso Wallenda em suas palestras. Muito raramente um executivo  mencionou a palavra fracasso. Mesmo na ocorrência de erros significativos. 

Líderes nunca tomam um revés como um fracasso, mas sim, 
como algo a partir do qual poderiam aprender

Bennis afirmava que isto não significa que estes indivíduos ignorassem riscos, mas, como Wallenda, caminhavam na corda bamba concentrando-se em seus objetivos e visão maiores.
  


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Entendendo um pouco do Sistema Mercer

Semelhante ao Sistema Hay, o Sistema Mercer utiliza mundialmente o IPE (International Position Evaluation), que possui fatores comuns para avaliar todos os tipos de instituições. Permite efetuar comparações internas e externas e é aplicável em instituições de diferentes áreas, portes e regiões.

O Sistema IPE é composto de 5 fatores e 12 critérios. Cada um dos cinco fatores é divido em graus aos quais são atribuídos pontos que somados definem a classe ou grade de classificação final. Os 5 fatores são:

1. Impacto

- Dimensão da Instituição
- Natureza do Impacto
- Contribuição

Analisa a natureza do impacto de um cargo na sua área de responsabilidade em relação à estratégia da Instituição, sendo classificado pela respectiva contribuição para os resultados

2. Comunicação

- Comunicação
- Relacionamento

Analisa as capacidades de comunicação mais complexas que o cargo tem que utilizar frequentemente sendo classificado pelo contexto em que se realizam (dentro ou fora da Instituição)

3. Inovação

- Inovação
- Complexidade

Analisa o grau de inovação requerido pelo cargo em processos, serviços e/ou produtos sendo classificado pelo nível de complexidade inerente

4. Conhecimento
  
- Conhecimento
- Equipe
- Âmbito

Analisa a natureza do conhecimento exigido pelo cargo para cumprir os objetivos e criar valor sendo classificado pela dimensão da equipe e pelo contexto geográfico de aplicação do conhecimento

5. Risco

- Risco
- Ambiente

Analisa o nível de risco (dano mental, físico ou incapacitante) que o titular do cargo pode sofrer bem como o grau a que está exposto (ambiente)


Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
 Independente


segunda-feira, 6 de abril de 2015

Eu acredito em resultados, não em duendes!

Avaliar o que deu certo, o que não deu certo, por que deu certo e por que não deu certo. No mundo corporativo que vivemos apenas uma palavra realmente interessa: resultado! “Eu acredito em resultados, não em duendes!”

Gestão de recursos humanos permite uma série infindável de formulações e novas idéias todo o tempo. Resguardando a parte legal, todo o resto está à disposição daqueles que querem fazer uma nova estória nesse universo.

Quantas vezes você criou alguma coisa e quantas vezes você pediu coisas em sites de relacionamento?

Quem ganhou? Você ou seus pedidos? Eu não sou contra ninguém pedir alguma coisa em sites de relacionamento, sou contra é o pedir pelo pedir. Basta um colega fazer alguma solicitação, não importando a simplicidade ou a complexidade da mesma, em algumas horas temos uma enxurrada de “eu também quero”!

Novas idéias todo o tempo à parte, o perigo para a credibilidade é a síndrome da ânsia pelos modismos de gestão. Além de resultados cada vez mais imediatos, as instituições não perdem tempo na hora de adotar, muitas vezes sem uma avaliação criteriosa, o que acreditam serem soluções promissoras.

Não é de hoje que o mundo corporativo é invadido por todo tipo de técnicas de recursos humanos em evidência. Desde os gurus e seus manuais de auto ajuda e palestras motivacionais com vencedores das mais variadas competições e esportistas de sucesso até por programas de treinamento e desenvolvimento ao ar livre. Só para lembrar a “novidade”, um dos primeiros programas vivenciais ao ar livre que se tem notícia foi desenvolvido na segunda guerra mundial pela marinha britânica. Tinha como objetivo simular desafios para o desenvolvimento da auto estima e confiança dos fuzileiros navais britânicos.

A prática do Coaching também tornou-se muito popular. Algumas pessoas, sem a menor qualificação técnica e profissional, estão empobrecendo o processo que deve ser utilizado apenas por um profissional realmente habilitado com ferramentas e metodologias testadas e aprovadas.

Pessoas inabilitadas buscam idéias no ar e as lançam no mundo corporativo sem a menor análise de validade e sustentabilidade. De repente todo mundo sabia fazer, sabia analisar e sabia validar. “Nós garantimos resultados em apenas um mês!”. Como bem escreveu o Consultor Júlio Bin, sobre a prática de treinamento e desenvolvimento ao ar livre. O que vemos são pessoas inexperientes, aproveitando-se da inexistência de leis e regras, para exercitar suas inabilidades com grupos de pessoas de médias e grandes empresas, seduzidas pelo apelo de atividades ao ar livre. Nesse caso o despreparo é também dos profissionais que encomendam esses serviços. Essa prática, muitas vezes frustrante, gera no médio e longo prazo uma desconfortável crise de credibilidade.

Na linguagem de RH essa prática é conhecida como outdoor training. Nada como um final de semana em um hotel fazenda dando as mãos uns aos outros, subindo em árvores, atirando-se na lama, participando de rafting e ouvindo palestras sobre a importância do trabalho em equipe e a superação de desafios. Gestores adoram isso!!??

Roteiro Incidental para uma reflexão básica

- O levantamento de necessidades de capacitação, em todo o âmbito da empresa, foi bem feito?  Está atualizado? As descrições de cargo e competências estão bem definidas? Estão focadas nos processos?

Ao desenhar um mapa de levantamento de necessidades de capacitação, fundamentado pelas técnicas e pelo modelo conceitual de gestão de competências, que um determinado cargo exige, e comparar esse modelo com as competências que efetivamente possui o funcionário, podem mostrar de imediato, a lacuna existente entre o desempenho atual e o que deveria ser, possibilitando, dessa forma, a identificação adequada e correta das necessidades de capacitação a serem cobertas.

- O pessoal de RH, encantado com a oportunidade de um evento (finalmente, até que enfim, estava mais que na hora!...), precipitou-se na escolha do tema ou da consultoria?

- O Consultor não conduziu nem concentrou as atividades em objetivos certificáveis e alinhados com os valores e com a cultura da empresa (viajou demais...)? Será que o pessoal de RH informou a ele, os valores e a cultura da empresa?

- O participante curtiu muito mais o tempinho longe do “chefe” do que o processo de aprendizagem em si?

- O Presidente e a Direção da empresa interessaram-se de fato e acompanharam todo o processo?

Voltando...

É bom ressaltar que existem técnicas e/ou profissionais consistentes e de muito bom conteúdo que realmente trazem resultados eficientes tanto no aprimoramento dos funcionários quanto no desempenho das instituições. Mas é fato que não raro profissionais de RH de instituições contratantes muitas vezes não sabem como acompanhar e mensurar o efeito desses treinamentos. Nem a consultoria contratada ajudou muito nisso.

Atividades com equipes ou indivíduos colocados em competição ou para enfrentar desafios, muitas vezes geram situações constrangedoras e chatas. Muitas vezes, o estímulo ao trabalho em equipe se contrapõe ao estímulo pelo desempenho individual, que muitas instituições apregoam.

Fazer Simples (Make it Simple) é uma das Competências Essenciais (Core Competencies) de uma grande multinacional americana, sendo parte integrante da metodologia de Avaliação de Desempenho. Significa senso crítico para o cumprimento de metas e objetivos e praticidade na formulação e validação de projetos em todas as áreas da empresa. Pense nisso!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor  de RH 
 Sempre Independente e Aposentado