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segunda-feira, 20 de junho de 2011

Seleção – uma pérola só tem valor fora da ostra!

*Luciana Figueiredo - Psicóloga, especialista em Psicologia Organizacional e em Psicossomática
A vida já me ensinou: não agradamos a todos. Mas com certeza, temos aqueles a quem interessamos, assim como também temos nossas empatias e identificações para com os outros. Em processo de seleção não é diferente.
Buscamos um lugar com o qual nos identificamos, podemos contribuir, nos relacionar, produzir, realizar, crescer, obter reconhecimento e recompensas. Passamos uma boa parte do nosso tempo no local e na ocupação escolhidos para trabalhar.

O interessante é que não de forma incomum nos equivocamos no momento dessa escolha. Consideramos que esse processo é unilateral e/ou que se baseia apenas no que temos - conhecimentos, experiência, vivência, certificados, cursos... e não no que somos - o que gostamos, desejamos, nossas metas, nossa história, quem somos nós...
Na ânsia de não “perder”, nos esforçamos para mostrarmos o que julgamos que o outro quer ver, e nos comportamos mais para sermos aceitos, do que mostramos quem de verdade somos. A escolha então parece ter sido certa, para ambas as partes, até o momento em que ambos começam a se revelar.

Pesquisas antigas já mostram que as pessoas são contratadas por suas competências técnicas, e que deixam as empresas pelas competências comportamentais. Quais são, então, as que mantém os colaboradores nas organizações?
Michael Kepp, jornalista americano, colunista no Jornal Folha de São Paulo, escreveu em sua coluna do dia 07/12/10, no caderno Equilíbrio: “Basta tirar os sapatos”.

Muito interessante. Fala de relacionamentos e suas vulnerabilidades.
Transcrevo um trecho, a partir do qual, podemos refletir: “Gente interessante não é um clube exclusivo. Qualquer um pode entrar, porque todos são interessantes para alguém. O grau de interesse depende do que a pessoa revela de si, e não do quanto ela se mostra. Não precisa fazer um “striptease”, basta tirar os sapatos e esperar os resultados”....

É isso! Somos todos interessantes para algum lugar, para algum trabalho!
Não estaremos bem em todos eles, assim como haverá aqueles parecendo terem sido feitos para nós. Como encontrá-los?

Precisamos ver e ser vistos. Precisamos reconhecer e sermos reconhecidos.

Para isso, temos que nos mostrar, que nos “revelar”, na linguagem do Michael Kepp.
Não é possível que nos reconheçam, se não nos expusermos. Assim também, não poderemos reconhecer o que não foi mostrado.

A seleção de pessoas em uma Organização é um processo de escolha, e dos dois lados. O importante, então, é que cada um se mostre e permita que o outro o faça também. A questão é “quem tira os sapatos primeiro”....
Pode ser que a pessoa ...”nunca tire os sapatos e só revele que prefere se esconder. Mas quem não corre o risco de se expor, também paga um preço. Afinal, uma pérola só tem valor fora da ostra” . Assim é o final da coluna do Michael Kepp, que colabora com meu pensamento sobre o processo de seleção.

Penso que todos somos pérolas, mas precisamos encontrar quem nos reconheça!
* Luciana Figueiredo, Psicóloga, especialista em Psicologia Organizacional e em Psicossomática.
Atua a 25 anos na área corporativa e há 10 anos Gerente de RH Desenvolvimento da C&C Casa e Construção Ltda

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