quinta-feira, 17 de maio de 2012

A figura do ficante e do competente dentro das empresas

Antonio Palmieri* 

Este ponto de vista nasceu de um encontro entre velhos, amigos, consultores que há muito não se viam. A soma da idade do grupo é de quase dois séculos, uma experiência a ser considerada. Como sempre, falamos de tudo. E como não poderia deixar de ser, o assunto empresa entrou na pauta. Entre diversas abordagens, analises e opiniões a respeito de como as empresas são dirigidas, aquela na qual mais nos detivemos foi a da competência profissional.

Mas o que é ser competente? Ao longo do tempo esta palavra ganhou outros prismas. Outrora, o sujeito competente era funcionário que cumpria a contento suas funções. Um pouco mais adiante, o competente passou a ser a pessoa possuidora de “um algo a mais”. Recentemente, o competente passou a ser aquele que detém alto grau de instrução, um diploma de faculdade, por exemplo, pois imaginava se que diplomas eram diferenciais capazes de trazer resultados. O que dizer de hoje, uma vez que grande maioria dos profissionais tem mais de um diploma? Alguns com MBA, Pós-graduações e Mestrados. Começa a se tornar comum gente com doutorado! Diante deste novo quadro, podemos dizer que agora as empresas terão a tão almejada competência em seus quadros funcionais!  Será verdade? Ou não?
Muito já se falou sobre o que é ser competente e também das características básicas que definem esse tipo de pessoa; as mais conhecidas são: saber se relacionar, capacidade de trabalhar em equipe, liderança, ser empreendedor ,  ser focado,  traçar objetivos, assumir riscos, etc. Eu poderia escrever  páginas descrevendo outras características do profissional competente. Por ora, vale-me apenas dizer que competente é a pessoa que alia seu conhecimento a sua capacidade de transformar as coisas, incansável na busca do próprio aprimoramento.

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Antonio Palmieri: Poeta, Administrador, Escritor, Consultor e Palestrante

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Comunicação eficaz: ferramenta da liderança

*Jairo Martiniano

Não existe segredo para uma boa comunicação. Sem dúvidas, hoje, este tema tem sido cada vez mais discutido dentro das empresas por ser algo ainda considerado um dos seus maiores problemas. Evidente que onde existem pessoas, existe comunicação ineficaz.
Vejamos, por exemplo, dentro de nossa própria casa, quantos recados deixamos de anotar ou mesmo repassar por confiar apenas na memória? Quantas vezes dizemos algo e os nossos filhos entendem exatamente o contrário? Imagine dentro de uma organização, onde temos várias pessoas e ruídos diversos?

Sem sair dos conceitos básicos sobre comunicação, precisamos entender que:

 - a responsabilidade de transmitir e se fazer entender é sempre do emissor;

 - só há comunicação se a mensagem for captada pelo receptor;

 - antes de terminar a comunicação, devemos verificar se tudo foi entendido corretamente;

 - não se usa termos ou linguagens desconhecidos pelo receptor;

 - a forma como nos comunicamos torna-se nosso ”outdoor” dentro de uma organização.

Imaginamos que sempre damos o nosso recado da melhor forma, porém, ainda precisamos rever alguns de nossos vícios de linguagem, pois, somos exatamente aquilo que transmitimos através de nossa comunicação no meio em que atuamos. A arte do diálogo vai além do estabelecimento de um contato gramatical correto. Há a necessidade de exercitar nossos recursos internos e externos para entender que não é um simples despejar de palavras.

Comunicar-se é ir ao encontro, é desprezar os julgamentos precipitados, dando chances para a troca de forma bilateral, propiciar um clima de confiança e bem-estar, utilizando a empatia na busca do processo de sinergia tão importante na organização e na condução de pessoas. Perceber o momento certo, estabelecer a melhor maneira de dar e receber “feedback” tem sido uma competência cada vez mais requisitada para todos os líderes em todos os segmentos e tamanhos de empresas.

Precisamos ainda entender que a comunicação propicia uma construção verdadeira, a partir do momento em que enxergamos com maior propriedade quem somos e qual o impacto que causamos nos nossos colaboradores. Ter consciência dessa imagem, como líder, faz parte de nossa missão, e melhorá-la, é uma tarefa diária. Uma forma eficaz de comunicar-se é não abandonar os três princípios básicos:

1- pensar: através deste simples ato, não passamos pela falsa ideia de sermos os “donos da verdade” por possuímos algum conhecimento a mais que os demais membros do grupo;

 2- planejar: vem exatamente confirmar que para tudo que vai ser dito é importante verificar: o quê, porque, a quem, como, quanto, quando e onde podemos falar;

 3- transmitir: capacidade de ser compreendido na íntegra, gerando  reflexão e  aprendizado através do que foi dito.

Lembre-se de que a comunicação é ferramenta essencial do líder. Os excessos de intermediários, a escolha inadequada do local, preconceitos ou mesmo o uso do status como forma inibidora, tornam ineficaz qualquer método ou tentativa de estabelecer a tão falada e pouco praticada  política de “portas abertas” entre você – líder – e sua equipe.

A cada momento buscamos ser entendidos, porém, não sabemos exatamente como coisas aparentemente claras podem tornar-se complexas, apenas por usarmos uma linguagem pouco conhecida pelo receptor, ou mesmo, as excessivas conclusões do que fica subentendido em nosso discurso, e-mail ou procedimentos operacionais.

Examinar cada vez mais a forma como mascaramos e expressamos os nossos pensamentos, possibilita a análise das várias faces de nosso comportamento como líder, e nos mostra como atuamos em vários momentos diferentes. Considero isto um “mapeamento” necessário para nos tornarmos melhores como pessoas e, consequentemente, melhores líderes.

Comunicar-se bem é um exercício diário. Praticando-o, os resultados serão imediatos. Todos nós, líderes, devemos ter em mente que o sucesso de uma empresa – seja ela grande, média ou pequena – está na motivação gerada pela boa comunicação, na utilização de feedbacks e na busca do auto-desenvolvimento. Ter esta consciência é sem dúvida o diferencial do bom líder, daquele que faz o resultado acontecer de forma construtiva, transmitindo segurança e permitindo através de seus atos e palavras, reflexões para um esforço inteligente de todos.




Jairo Martiniano é Consultor, graduado em Psicologia e Gestão de Negócios, com ampla experiência na área de Recursos Humanos e seus subsistemas.

domingo, 6 de maio de 2012

Estamos emburrecendo...

Excelente artigo para iniciar bem a semana. Escrito há 9 anos atrás por Stephen Kanitz. Texto curto, objetivo, sensato e provocante. Boa leitura!
Stephen Kanitz

Você já teve a impressão de que seu chefe, seu supervisor ou seus colegas de trabalho estão ficando menos inteligentes a cada ano que passa? E que essa onda está afetando inclusive você? Que o mundo está cada vez mais difícil de entender? Se você está se sentindo cada vez menos inteligente, fique tranqüilo, estamos todos emburrecendo a passos largos, inclusive eu. O conhecimento humano está aumentando explosivamente. Antigamente, dizia-se que o conhecimento humano dobrava a cada dezoito meses. Hoje, parece que ele dobra a cada nove. Embora coletivamente o mundo esteja ficando mais inteligente, individualmente estamos ficando cada vez mais burros.

Antigamente, você precisava entender de mecânica para dirigir um carro. Hoje, os computadores são feitos à prova de idiota, graças a Deus! É justamente por isso que sobrevivemos. Equipamentos incorporam conhecimento, e muitas vezes tomam decisões por nós. Por essa Darwin não esperava, pela sobrevivência dos menos inteligentes.

Se você ler três livros por mês, dos 20 aos 50 anos, serão 1.000 livros lidos numa vida, que nem chegam perto dos 40.000 publicados todo ano só no Brasil. Comparado com os 40 milhões de livros catalogados pelo mundo afora, mais 4 bilhões de home pages na internet, teses de doutorado, artigos e documentos espalhados por aí, provavelmente seu conhecimento não passa de 0,0000000000025% do total existente.
Há intelectual que acha que tem o direito de mudar o mundo só porque já leu 5.000 livros. É muita arrogância. A idéia de intelectuais superesclarecidos governando nações hoje não faz o menor sentido, é até perigosa.
Como sobreviver num mundo onde cada um de nós só poderá almejar saber 0,0000000000025% do conhecimento humano ou até menos? O segredo é cada um se esforçar para saber 100% de um pequeno nicho, uma parcela mui, mui pequena do conhecimento humano.

Não basta mais tirar a nota mínima 5 em 58 matérias e achar que um diploma vai resolver sua vida. Não basta mais saber 90% de uma única matéria acadêmica. Você precisará saber 100% de algo que seja útil para os outros. Você vai ter de ser o maior especialista do mundo num assunto e vender o que sabe fazer bem aos demais miniespecialistas do planeta, e vice-versa.
Quantos alunos se formam especialistas em coisa alguma? Infelizmente, as universidades hoje em dia produzem commodities. Preferem formar generalistas, porque é bem mais barato do que formar especialistas.

Só que generalista que não tenha uma especialidade não arruma o primeiro emprego. Faculdades oferecem basicamente o mesmo curso todo ano, obedecendo a um mesmo currículo, chamado de mínimo. Não é à toa que há tanto desemprego.
Antigamente, superespecialistas poderiam morrer de fome por falta de mercado. Hoje, a globalização permite mercados cada vez maiores. Por isso a enorme preocupação dos especialistas em ampliar mercados como a Alca, Brindia e Mercosul. Um técnico de manutenção de rodas de avião morreria de fome no Uruguai.

O segredo daqui para a frente é ignorar uma série de leituras, publicações e jornais que você lia anteriormente, com exceção de VEJA, para não parecer um ET. Curiosamente, você vai ter de se tornar um ignorante, alguém que deliberadamente ignora milhares de informações para se concentrar na sua especialidade. O segredo não é mais ser um intelectual que sabe um pouquinho de tudo, mas ser um ignorante que sabe tudo sobre um pouquinho.
Stephen Kanitz é administrador por Harvard www.kanitz.com.br
Fonte: Revista Veja, Editora Abril, edição 1814, ano 36, nº 31 de 6 de agosto de 2003

sexta-feira, 4 de maio de 2012

A eterna luta entre a área de TI e o restante da empresa

Maurício Oliveira
Valor Econômico

Muita gente que trabalha na área de tecnologia da informação - especialmente dentro de empresas que não têm essa atividade como negócio principal, e sim como apoio - acaba se transformando numa espécie de Scott Pilgrim, o anti-herói do cinema que enfrenta o mundo como se precisasse superar as fases de um videogame. A diferença é que, em vez dos ex-namorados da garota amada, como no filme, os adversários são os próprios colegas de trabalho. Pergunte a qualquer funcionário de uma grande corporação sobre o setor em que as pessoas são mais fechadas e difíceis para estabelecer um relacionamento amistoso. "TI" será a resposta mais provável, não raro acompanhada de comentários críticos: "É o grande gargalo da firma", "Nossos sistemas estão ultrapassados", "O pessoal de lá não está dando conta".

Por outro lado, não é raro ouvir dos profissionais de TI depoimentos quase desesperados sobre o excesso de carga horária e a necessidade de continuar conectado aos finais de semana, monitorando tudo e resolvendo problemas eventuais. "Os colegas que nos criticam não estão aqui para elogiar quando ficamos até de madrugada para que as coisas funcionem bem no dia seguinte", diz o gerente do departamento de TI de uma empresa da área farmacêutica - que, para não deixar o clima ainda mais pesado, preferiu que seu nome não aparecesse nesta reportagem.


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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Área de Recursos Humanos: Eliminar ou Inovar

Finalmente um bom artigo e boas informações para provocar uma discussão no modus operandi do mundo de recursos humanos. Não concordo com tudo que foi postado pelo autor, mas em grande parte. Segue o artigo postado por  Marco Antonio Lampoglia*

Área de Recursos Humanos: Eliminar ou Inovar


Recentemente tive a oportunidade de participar de um simpósio - patrocinado pela Society for Human Resource Management ( www.shrm.org ), entidade que congrega 225.000 associados - com estudiosos de gestão de pessoas e debatemos sobre o futuro da área de RH. Gostaria de compartilhar com o leitor uma síntese das discussões para que possa refletir e analisar o momento de mudanças que estão acontecendo em inúmeras organizações espalhadas pelo mundo, inclusive aqui no Brasil.

Na seleção de pessoas foi dada a importância para encontrar pessoas que tragam atitudes exemplares e que se sintam desafiadas por problemas e que queiram contribuir por conta própria para a solução. A seleção inteligente de pessoas deve levar em consideração objeto da paixão do candidato e muitas empresas citadas selecionam de acordo com valores e atitudes e não segundo seus conhecimentos e experiência no ramo. A seleção de pessoal deve ser feita por equipes locais e não pelos chefes e especialistas de RH. Quando se quer um excelente desempenho, os colaboradores se preocupam demais com os colegas e, assim, identificam-se mais fortemente uns com os outros. Empresas citadas como Google, Egon e a brasileira Semco, os candidatos se submetem a várias entrevistas em grupo ou conversas individuais para que o time tome a decisão. Um diretor executivo da Google foi citado dizendo: “Aqui na Google eu não tenho sequer o poder de contratar a minha secretária. Assim como todos os funcionários, também ela deve ser selecionada pelo time”.

Outra discussão foi que as atividades das empresas associadas ao planejamento de carreiras, por exemplo, atualização de perfis por competência (altamente burocrático), seja inteiramente eliminada. Acredita-se que colaboradores talentosos direcionam as suas carreiras ao seu modo, não se deve planejar e organizar de modo patriarcal as carreiras das pessoas. O que vale dizer que a burocracia dos RH se tornou tão excessiva que os processos se tornaram insustentáveis na maioria das organizações. Portanto todo o processo de carreira tem que estar nas mãos do funcionário.

Outro tema muito discutido foi que organizações ainda tayloristas dão muito valor a treinamentos presenciais e a distância sem aplicabilidade prática e avaliações de aprendizagem com resultados mensuráveis para a confirmação das competências adquiridas ou desenvolvidas - principalmente para treinamentos comportamentais. Os métodos aplicados por especialistas dentro das empresas e principalmente por treinadores externos (consultorias) são pouco aplicáveis à realidade das organizações tornando-se questionáveis na maioria dos casos. A formação e o treinamento tem que promover a experimentação prática, feedback e reflexões críticas e desafiadoras para isso. É fato que nós aprendemos muito mais quando discutimos nosso trabalho com outras pessoas, tomamos decisões relevantes por nossa conta e ficamos sabendo pelos outros se o que decidimos foi certo ou errado. “O melhor treinamento é aquele que é seguido diretamente por ações que apliquem a capacidade aprendida e apreendida”. Em algumas empresas pioneiras também se utiliza para a promoção de talentos um “modelo de mentores” que independe da função do RH e da hierarquia de comando: colaboradores novos nas funções ou recém-ingressados são assessorados por mentores e não chefes, que são corresponsáveis pelo desenvolvimento do funcionário (o grupo Algar faz isso muito bem).

Os departamentos de RH em muitas empresas no Brasil ainda analisam necessidades de treinamento, administram perfis de competência, exaltam determinados fornecedores de treinamento que não agregam valor prático e mensurável e administram orçamentos de treinamentos restringindo a responsabilidade de gestores e equipes e centralizam as decisões de modo inadmissível. O princípio é elaborar um plano de ação individual de treinamento que contenha ações treinadas por mentores e pelos próprios colegas de trabalho. O treinamento, portanto deve ser executado por colegas para colegas de trabalho. Na Dell, a maioria dos treinamentos é ministrada pelos chefes resultando em um grande aprendizado pelos gestores e especialistas que ensinam e aprendem métodos e metodologias que passam por uma seleção rigorosa. Treinamentos adquiridos externamente devem ser assumidos e pagos pelos próprios gestores e equipes. O departamento de RH pode prestar no máximo assessoria para identificar quem melhor possa oferecer o serviço.

Segundo os participantes do referido simpósio o taylorismo está sendo deixado para trás e Recurso Humanos deve estimular a auto realização, o crescimento pessoal e o prazer com o trabalho e que deem uma contribuição social inovadora o que é uma meta relativa. Alguma novidade para você, leitor, nesse contexto?

*Autor: Marco Antonio Lampoglia
Psicólogo, filósofo, mestre e doutor em Administração e consultor em Gestão
Estratégica e Liderança.
Diretor da Active Educação e Desenvolvimento Humano
Contatos : activetreinamento@activetreinamento.com.br
Site : www.activetreinamento.com.br

sábado, 14 de abril de 2012

¿Por encima de las posibilidades de quién?

Testimonio de un ciudadano español que refleja la situación de muchos europeos que no participaron de la fiesta y ahora tendrán que pagar la factura. Piense...

Esta carta, que no tiene desperdicio, se publica en El Pais de hoy 19 de enero y la firma Francisco Pastor Guzmán.
 "Soraya Sáenz de Santamaría, vicepresidenta del Gobierno, nos pide a los españoles "un esfuerzo más". Alberto Fabra Part, presidente de la Generalitat Valenciana, dice que los valencianos "vivíamos por encima de nuestras posibilidades".

Trabajo desde hace 14 años en I+D y desde hace 10 años lo compatibilizo con unas horas semanales de profesor en la universidad. Me esforcé de niño y adolescente en intentar aprender, sacar buenas notas y pasarlo bien. Me esforcé en la universidad para sacar la carrera y pasarlo bien. Me esforcé luego dando clases particulares y continúo ahora esforzándome en mis dos trabajos. Hace 10 años, junto a mi pareja, compramos un piso que entraba dentro de nuestras posibilidades. Ahora, tras 10 años de esfuerzo, hemos ahorrado el dinero suficiente para pagar lo que nos queda de hipoteca. Llevo años esforzándome y nunca he vivido por encima de mis posibilidades. Podía permitirme coches más caros pero no los he comprado, nunca he pedido un crédito para irme de vacaciones, reformé mi piso cuando tuve dinero para hacerlo. Me esfuerzo en educar a mis hijos lo mejor posible, los llevo a la escuela pública y me esfuerzo en la asociación de padres para ayudar a mejorarla. Cuando mis hijos enferman los llevo a la sanidad pública y si me queda jarabe en casa le digo al médico que no me haga una receta que no necesito.

Ahora estoy a punto de quedarme sin trabajo gracias a los que han vivido "por encima de nuestras posibilidades". Ahora me piden "un esfuerzo más". Yo siempre he pagado puntualmente la hipoteca y lo sigo haciendo así que no he hundido a la banca. Yo no he hecho bajar la Bolsa, no he hundido los mercados, no he inflado la economía, no he especulado con la vivienda, no he organizado carreras de coches en mi ciudad, no necesito un aeropuerto sin aviones, no tengo yate para ver la salida de la Copa América, no he ido nunca a ver la ópera en el Palau de les Arts. Yo no he deteriorado la escuela ni la sanidad públicas, no he tenido becas ni subvenciones, no he cobrado nunca el paro ni he provocado déficit al Estado, la autonomía ni la Seguridad Social. Yo no conozco a Moody's, Fitch ni Standard & Poor's pero sí conozco a los que vivieron por encima de mis posibilidades. Yo no les voté, a mí no me representan. Soraya, el esfuerzo se lo pides a ellos"

domingo, 8 de abril de 2012

Sete líderes premiados ensinam a lidar com situações difíceis

Sete líderes premiados ensinam a lidar com situações difíceis e dizem que liderar é principalmente servir à comunidade


No dia 5 de dezembro, no histórico Teatro Ford, de Washington, um grupo heterogêneo formado por sete líderes respeitados em seus respectivos campos, entre eles o governador de New Jersey, Chris Christie, o colunista do New York Times, Nicholas Kristof, e o cientista ganhador do Nobel, Ahmed Zewali, subiram ao pódio para dizer o que pensam sobre as qualidades que fazem de alguém líder.  Todos os sete receberam o Prêmio de Líder Americano Mais Destacado de 2011 concedido pelo Centro de Liderança Pública da Faculdade de Governo Kennedy, de Harvard, e pelo Washington Post Live, que prestigia os profissionais que motivaram pessoas a "trabalhar de forma cooperativa para a realização de coisas importantes".

"É imprescindível que as pessoas saibam o que há de exemplar na vida de outros e que pode fazer diferença em nossa vida", disse Michael Useem, professor de administração da Wharton e diretor do Centro de Gestão de Liderança e de Mudança da Wharton (Wharton Center for Leadership and Change Management). Useem fez parte da comissão que escolheu os vencedores do prêmio. "Identificar a razão pela qual um líder merece essa distinção é uma forma de enviar uma mensagem a todos nós que refletimos sobre nosso desenvolvimento pessoal e sobre o que deve ser valorizado no que diz respeito à liderança." Useem disse que os critérios de seleção do prêmio baseiam-se na pesquisa acadêmica sobre as características de liderança que privilegiam o pensamento estratégico e a proposição de missões que vão além do interesse pessoal, inspirando outros a agir.

Os sete Líderes Americanos Mais Destacados explicitaram sua visão sobre liderança e fizeram também algumas observações pessoais sobre como surgiu a paixão que inspira seu trabalho e o que mais os irrita na vida pública. Todos concordaram que liderar é mais do que servir a si mesmo. Seguem abaixo alguns insights compartilhados no evento.

Chris Christie, governador de New Jersey, chamou a atenção no cenário político americano pelo sucesso que obteve em uma área em que os políticos de Washington costumam falhar. Trabalhando com um congresso de maioria democrata, o governador, que é republicano, reduziu os déficits orçamentários do estado desde que tomou posse em 2009. A crise fiscal nacional é uma "falha de liderança generalizada", disse. Com relação a Obama, Christie disse: "Acho que ele não sabe muito bem como lidar com o poder executivo. Você tem de estar presente. Ele está completamente ausente das conversações sobre dívida e déficit."

O aspecto mais importante na hora de ganhar a confiança do público consiste em "dizer a verdade", disse Christie. "O estilo faz parte também. Não há nada de errado em ser divertido de vez em quando." Quando lhe perguntaram se os políticos faltam com a verdade, Christie brincou: "Temos só 20 minutos para falar."

Houve muita especulação de que Christie concorreria à presidência em 2012, embora ele tenha afirmado várias vezes que não tinha intenção alguma de fazê-lo. "No fundo, concorrer à presidência é uma decisão pessoal", disse. "Você tem de estar convencido disso, sentir que é uma coisa que você tem de fazer. Se não sinto isso aqui dentro, não faz sentido concorrer só porque existe aí uma oportunidade política." Será que esse sentimento poderia vir mais tarde? Christie respondeu: "Pode ser que eu tenha indigestão mais tarde. Não sei como vou estar me sentindo no futuro."
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