BLOG CRIADO EM 2009 PARA DIVULGAÇÃO DE ARTIGOS AUTORAIS E TROCA DE IDEIAS EM GESTÃO DE PESSOAS!
sexta-feira, 5 de março de 2021
Nestes tempos pandêmicos qual o papel do RH? O que é ser home office para um gestor?
"Como podem as rãs discutir sobre o mar se nunca saíram do brejo? Como poderei falar do céu com o pássaro do verão se está retido em sua estação? Como poderei falar com o sábio sobre a vida se é prisioneiro de sua doutrina?" - Chuang Tsé - IV AC
A área de Recursos Humanos passou por inúmeros processos desde os anos 60
quando era chamada de área de Relações Industriais. Sempre dividida entre
Administração de Recursos Humanos e Desenvolvimento de Recursos Humanos.
Por
uma época surgiu como inovação colocar roupa nova em estrutura velha. Gente e
Gestão, Gestão de Talentos, Gestão de Pessoas, Gestão de Desenvolvimento
Humano, Gestão do Capital Humano, Pessoas e Organização e outros nomes bonitos.
A preocupação era abolir o nome recurso, politicamente incorreto para alguns.
Pessoas não são recursos. Mesma discussão efêmera na área pública. Servidor
Público ou Servidor do Público?
Primeiro, as
empresas não cuidam de gente. Cuidam de trabalhadores que são remunerados em
troca de produção e serviços em conformidade com os padrões de qualidade
determinados. Os trabalhadores devem cumprir bem seu papel.
Dentro da
realidade empresarial, as pessoas serão sempre recursos. Queiram ou não, gestão
emocional não é papel determinante. O RH deve contribuir na construção de
cenários que facilitem e contemplem a motivação e o desenvolvimento pessoal e
profissional. Esse é o verdadeiro papel. O Gestor trabalha para o capital e
deve agregar valor à empresa.
Nestes
tempos pandêmicos qual o papel da área? O que é ser home office para um gestor?
Não existem mais aquelas reuniões de empedernidos gestores, cada mês em uma
empresa, regadas a pão de queijo e água gaseificada.
Nem
a disposição da equipe para organizar
festinhas de celebração de “tempo de casa”, aniversariantes do mês,
confraternização de final de ano e convescotes afins.
O
momento é de discussão para saber o que fazer, o que compreender e como agir em
tempos futuros. Frequente mais as redes sociais e abra e participe de
discussões. Nas redes sociais quando o
assunto é o entendimento de uma questão legal trabalhista, proliferam
participações e troca de opiniões e o interesse em entender o tema é notório.
Muitos debatem e participam.
Agora, basta colocar um tema de Desenvolvimento
para debate que a frequencia de participantes é mínima com um ou outro
comentário e, passados dois, três dias, o assunto morre. Por que o povo de
Desenvolvimento que tem a obrigação de pensar coisas novas não debate ou pouco
debate?
Mesmo nas redes profissionais taxadas como de alto
nível, os grupos formados do segmento pouco debatem. O que mais se vê são
psicólogas recem formadas e desesperadas pedindo soluções imediatas para
assuntos complexos de gestão de pessoas.
Após
pandemia o núcleo de Desenvolvimento deve ser, essencialmente, um Facilitador
(termo emprestado dos processos de gestão da qualidade) e possuir inteligência
aguçada para todas as coisas. Deve fazer do conhecimento sua maior
competência e estar sempre disposto à aquisição de novos saberes, à ampliação
da criatividade e à percepção de ideias e novas oportunidades. Novos saberes
podem propiciar a reformulação de conhecimentos anteriores mal estabelecidos.
Deve participar ativamente da ampliação da competitividade da sua empresa,
romper com passados que não retornarão mais, construir ambientes e cenários
favoráveis ao seu crescimento e ao crescimento coletivo e abandonar
comportamentos autoritários. Deve, ainda, aprender diariamente com os demais
colegas de trabalho, entendendo que a qualidade tem importância primordial para
si e para a empresa.
Coletânea de Artigos Escritos!!
Iniciei este Blog em 2009 com o
objetivo de divulgar meus serviços de consultoria e divulgar artigos e notas
interessantes do mundo corporativo. Selecionei uma série de artigos escritos
por mim e disponibilizei no Slideshare, gratuito, com o seguinte endereço:
https://pt2.slideshare.net/carlossalles/artigos-ebook
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
Por onde anda a Geração Y? - Parte II - Mais sonhos e menos smartphones!
Vire a mesa e chute o balde!
Assisti um filme,
Whyplash. Um belo filme. Especialistas em comportamento e planejamento de
carreira devem ou deveriam ter gostado. Não é minha intenção rabiscar mais um
artigo sobre as “querelas da vida corporativa” e nem do desgastado clichê
“lições que você pode extrair do filme...” pois essas abordagens “mais do
mesmo” já encheram o saco. Quero rabiscar apenas sobre um jovem
comum, com seus sonhos e limitações.
Um jovem que não pode
ser rotulado como sendo da geração Y, apesar de ter apenas 19 anos. Jovens da
geração Y costumam (ou costumavam) mudar de emprego quando ouvem o primeiro não
ou quando o superior não lhe dá a atenção que julgam merecer.
A geração Y vive com
a “faca e o smartphone na mão”. Andrew vive com a "faca e o sonho na
mão".
Os caras da rotulada Geração Y são muito cobrados pelo alto custo de sua preparação e formação. Por obrigação tem que ser vencedores pois foram torneados para o alto desempenho. Isso é sufocante. Essas marcas registradas como Geração X, Y ou Z, são costumeiramente utilizadas para tratados em demografia, sociologia, antropologia ou marketing.
Voltando ao tema dos
rabiscos, o comportamento do professor da Escola de Música lembra muito o
comportamento do Sargento do filme de Stanley Kubrick, Nascido para
Matar. No filme de Kubrick, um sargento treina de forma fanática e sádica
os recrutas em uma base de treinamentos, na intenção de transformá-los em
máquinas de guerra para combater na Guerra do Vietnã. Tal qual o professor
do filme.
Comparado aos dois
comportamentos, O Diabo veste Prada é uma versão mais branda
da relação de poder. Porém, todos querem ter os melhores integrantes em suas
equipes. Por isso buscam a extrema perfeição. No reality show MasterChef,
acontece algo semelhante quando os julgadores vão a campo e nem sempre os
participantes ouvem o que gostariam de ouvir e nem da forma como ouvem. O jovem
do filme Andrew, ao buscar seu sonho, ser um dos melhores bateristas de sua
geração e ter seu nome celebrado pela crítica, fica abatido quando declarado
medíocre pelo professor.
No mundo corporativo
temos dificuldades em lidar com aquilo que se chama assédio moral. Grande parte
dos trabalhadores, por conta do desemprego, prefere submeter-se ao assédio
moral a reclamar seus direitos nas instâncias legais. Em proporções mínimas ou
elevadas, todos nós, em algum momento, já sofremos assédio moral e relevamos. Ou
nem percebemos que se tratava de assedio moral ou não queríamos perceber.
Não vou mais falar do filme, pois é um
filme que deve ser assistido!
Só comento que o
momento propiciou ao Andrew virar e revirar tudo que lhe
aconteceu e aprender a lidar com o inesperado.
A pandemia está exigindo isso de todos!
Chorar e rezar não
ganha jogo. Chega de mimimi. Ter atitude, conhecer seus limites e saber lidar
com as competências natas ou adquiridas disponíveis podem fazer ou amenizar a
diferença.
Não se abata quando
lhe julgarem pequeno, sem qualificação ou o tradicional "seu perfil não é
adequado". Vá à luta e supere as expectativas. Vire a mesa. Vire o jogo.
Chute o balde. Surpreenda a você mesmo. Crie sua própria marca!
Diante das
adversidades corporativas ou quando seu superior fala mais alto do que devia,
tenha a capacidade de permanecer funcionalmente ativo em uma sociedade que
exige um ser humano lúcido e emocionalmente estruturado!
Mais sonhos e menos smartphones!
quarta-feira, 14 de outubro de 2020
Onde anda a Geração Y?
Por obrigação, a molecada
é voltada para o alto desempenho. Contradiz um pouco a Teoria das Competências
de David McClelland, na qual, não necessariamente, os melhores
desempenhos escolares ditam o êxito pessoal e/ou profissional.
Porém, o mais saudável,
diferentemente dos profissionais das gerações anteriores, esses trabalhadores,
de uma maneira geral, mostram-se interessados em fazer com que seu trabalho
permita acomodar sua vida pessoal, incluindo-se aí, sua família. Querem
trabalhar, mas não querem que o trabalho dite sua vida.
Aí o que veio? Em tempos
de pandemia e home office como a geração Y está reagindo?
Tudo bom, tudo muito
bonito. Mas como os gerenciadores de pessoas vão atuar no mundo pós pandemia,
com muita novidade comportamental e tecnologia desenvolvida nesse período?
Novos modelos terão que
ser inventados mesmo sabendo que boa parcela não sabe nem lidar com os modelos
já existentes, embora um pouco ultrapassados, praticados.
Novos critérios e
programas de treinamento e desenvolvimento de pessoas terão que ser criados
para abarcar essa leva de novos ingressados no mercado de trabalho e/ou para
readaptar a leva que perdeu seus empregos e agora retornam sem saber por onde
recomeçar.
Tudo será novo!!
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
O novo RH de novo! - Agora Pós Pandemia!
Quando a economia vai bem ou quando a economia vai mal, invariavelmente, entra em cena a velha mensagem: “O RH precisa mudar a postura para buscar e assumir seu novo papel nas empresas e na sociedade!“
Quando descobriu o fogo e inventou a roda, o homem sentiu a necessidade de formar grupos para alcançar objetivos, quando estes resultavam inatingíveis de modo individual. Nesse momento, um mínimo de “administração” fez-se necessário, para estabelecer o sentido de coordenação para se buscar os objetivos. A formação de grupos e a organização e divisão do trabalho geraram a necessidade de formulação de modelos para gerenciamento de pessoas. A forma de se olhar a gestão de pessoas muda com a dinâmica do desenvolvimento social da humanidade, influenciada por acontecimentos, filosofias e estudos acadêmicos. Como exemplos, temos a revolução industrial, a administração científica e a psicologia industrial. Hoje, vivemos na era da tecnologia da informação, da globalização e da Pandemia!
A revolução industrial caracterizou-se pelo desenvolvimento rápido das técnicas e métodos de produção, da divisão e da especialização do trabalho, da produção em massa e da redução do trabalho físico pesado. Sindicatos passaram a regular as relações entre empregados e patrões. O sindicalismo contribuiu para a discussão, implantação e expansão de programas de benefícios, para a definição clara das obrigações de trabalho e para a implantação de estruturas salariais entre outros itens.
A administração científica surgiu com a intenção de investigar e validar métodos de produção para estabelecer a forma mais eficiente de se realizar um trabalho. Contribuiu para a profissionalização da gestão de pessoas ao substituir a prática da emoção e da intuição pela razão e pelo planejamento baseados em técnicas de administração.
Alguns anos depois muitos dos problemas organizacionais existentes eram resultado do comportamento humano ao invés de falhas mecânicas. Nasceu, então, a figura do psicólogo industrial, entendendo-se que os empregados tinham necessidades emocionais e psicológicas, que deveriam ser consideradas no trabalho. A satisfação do empregado e o compromisso com o trabalho assumiram papéis importantes.
O momento atual exige muita competência de gestão para a manutenção dos bons programas formulados, validados e implantados, para a preservação da credibilidade dos diálogos, para a prática da mediação e para o aprimoramento das relações sindicais.
Diante do sucateamento em massa dos postos de trabalho nos últimos meses, entendendo-se por posto de trabalho o total de empregados ocupantes de um Cargo, todos os subsistemas de suporte e desenvolvimento em gestão de recursos humanos precisam ser revistos e se adequarem aos novos tempos que virão no pós pandemia.
Atue no dimensionamento do quadro de pessoal e no redesenho das descrições de cargos (privilegie o foco em processos), do planejamento de cargos e carreiras e dos sistemas de avaliação e critérios de remuneração. Muita atenção no excesso de atividades mantidas hoje como home office. As pessoas podem mudar de comportamento e valores nos novos ventos que virão. Todos que hoje trabalham em regime de home office trabalham de forma imposta pela empresa e estes agradecem pois mantiveram seus empregos. E depois?
Vai chegar uma hora que a novidade vai dar muita saudade do mundo corporativo
e do ir e vir das pessoas!
Uma das missões do novo RH, ao participar das
reuniões de planejamento estratégico corporativo, será a capacidade de
monitorar e identificar as alternativas e os caminhos a seguir doravante (com base
nas lições do presente), os quais, combinados com outras informações
importantes, possam proporcionar uma base para que a empresa tome as melhores
decisões no presente, desenhe um futuro pretendido e identifique as melhores
formas para atingi-lo.
sexta-feira, 18 de setembro de 2020
Quando o Profissional de Remuneração fica à beira de um ataque de nervos!
Profissionais
de Remuneração muitas vezes se deparam com a determinação da Direção da empresa
em que trabalham, de aplicar proporcionalmente à data de admissão, os
percentuais da Convenção Coletiva quando esta assim permite. Essa medida pode
deixar tais profissionais à beira de um ataque de nervos. Depois de alguns
meses de desenvolvimento e implantação do projeto de cargos, carreiras e
salários e de exaustivas tentativas de compor tabelas salariais em função da
matemática do projeto e da política determinada (agressiva, conservadora ou
passiva) tudo vem abaixo com a aplicação de onze “percentuaizinhos” desmontados
do percentual de alteração salarial negociado entre o sindicato dos empregados
e o sindicato patronal.
Quando a Direção determina a aplicação de percentuais diferenciados por data de admissão, somente os funcionários enquadrados e com mais de um ano de empresa ficarão alocados corretamente.





