quinta-feira, 11 de junho de 2020

A empregabilidade pós pandemia!


Estamos quase na metade do ano e ainda nos assustamos com o advento de uma pandemia originária na China denominada Corona. Creio que os chineses no começo não sabiam da extensão, proliferação e gravidade do vírus. Devem ter pensado o mesmo que um ex presidente nosso disse na crise financeira de 2008, uma marolinha. Uma gripezinha devem ter pensado. A tal gripezinha tomou um vulto tão grande que abalou o mundo inteiro que ainda busca a vacina da salvação. Bem, o objeto desse artigo não é a pandemia, mas sim, a empregabilidade pós pandemia.

Muitos profissionais de diversos níveis de formação e de diversas áreas e faixas etárias começaram o ano novo à procura de emprego ou ocupados em manter o emprego atual ou fontes de trabalho. A estes, se junta a massa de trabalhadores em busca do primeiro emprego. Bem ou mal a economia vai se recuperando.

Aí veio a instalação oficial do novo vírus em nosso país e com a necessidade de isolamento social centenas de lojas, escritórios, serviços de alimentação e empresas foram fechadas em todo país. Como resultado, desemprego em massa. E agora? Até os encantados da geração Y estão em tempos de calmaria. Os que sobreviveram ao emprego estão trabalhando em casa afetos a comandos e controles de gestão e gerenciamento.

A turma acostumada a viver, conviver e superar tantos momentos de crise no país afirma que já viram esse filme antes. Não, não viram.

O pessoal de Recursos Humanos que sofreu para manter-se equilibrado e preservar a motivação e harmonia das equipes quando seus diretores e presidente receberam a visita da polícia federal vão ter muito trabalho pela frente. Não existe mais zona de conforto!  

Com certeza o emprego deverá ser reinventado. Como manter-se competitivo num mercado onde todos precisarão, assim como você, manterem-se competitivos? 

Voltando no tempo, os quesitos de uma carreira bem sucedida centravam a dedicação, lealdade e paciência para percorrer degrau a degrau, a hierarquia da empresa. A experiência era a principal referência de êxito. Combinavam a acomodação pela espera, a dependência do emprego, a resistência às mudanças e o salário determinado pela empresa. Nos anos 90, funcionários e empresas começaram a abandonar a ideia do carreirismo e dos chamados “edifícios para sempre”. O grau de escolaridade passou a ser a principal referência de êxito. Combinavam a confiança, o “ser” político, a criatividade, o ajuste às mudanças, a competitividade, o salário negociado com a empresa e a aquisição de conhecimentos baseada na teoria acadêmica.

O novo século passou a sustentar a contratação de funcionários com alto potencial de êxito, assegurar que estes novos colaboradores recebam o monitoramento necessário para desenvolver este potencial, definir um sistema de avaliação para fornecer a retroalimentação necessária para alcançar um desenvolvimento excelente e permitir focar nos conhecimentos, habilidades e atitudes que necessitam para alcançar os objetivos da empresa. Tudo muito bonito. Você é o dono da sua carreira.

Como será a empregabilidade durante e pós pandemia?

Muitos postos de trabalho de vários níveis estão sendo perdidos para a geração que os ocupavam. Na volta às atividades comerciais, industriais e consultivas novas competências deverão surgir. O novo funcionário será moldado pela postura e envolvimento nos processos de mudanças que virão e pela capacidade de aprender a reaprender. Gestão de Pessoas deverá fazer do conhecimento sua maior competência e romper com passados que não retornarão mais. 

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Aposentado e Sempre Independente
São Paulo / SP

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