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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Limitadores de Criatividade

Margarita de Sánchez, professora do mestrado em criatividade aplicada da Universidade de Santiago de Compostela, em sua tese sobre pensamento lógico-criativo, afirma que o desenvolvimento da criatividade e da inventiva se vê muitas vezes afetado pela presença de barreiras ou bloqueios mentais que impedem a geração livre de idéias e o uso adequado das informações disponíveis. A limitação da percepção faz com que a visão da realidade seja parcial.

A tese foi defendida em 1996 porém, os conceitos dos limitadores
 identificados por Margarita, são duradouros!

1. POLARIZAÇÃO. Adoção de posições extremas, causada geralmente por falhas na percepção. A pessoa:

        considera somente uma parte da informação que recebe;
        sustenta seus conceitos com argumentos que mostram uma visão incompleta da realidade.

2. RIGIDEZ. Inflexibilidade para mudar enfoques e pontos de vista. A pessoa:

        tende a utilizar padrões em cadeia e pensamento linear;
        tem dificuldades para incorporar novas informações e enriquecer seus pontos de vista com os de outras pessoas e não aceita argumentos diferentes dos seus.

3. EGOCENTRISMO. Visão de túnel, centrada em si mesma.A pessoa:

        enxerga os fatos pensando na forma como a afeta;
        não consegue analisar situações de maneira imparcial.

4. PARCIALISMO. Percepção somente de uma parte da situação, geralmente por insuficiência de percepção. A pessoa:

        analisa somente partes de uma situação;
        não tenta obter uma visão geral dos fatos.

5. VISÃO OTIMIZADA DA REALIDADE. Observação de elementos soltos, sem integrá-los dentro de uma totalidade, nem relacioná-los entre si. A pessoa:

        percebe e observa elementos soltos;
        forma juízos, argumentos, descrições etc, sem significação pertinente ao contexto.

6. OPINIÕES SEM RESPALDO. Emissão de conclusões apressadas, sem obter as informações necessárias. A pessoa:

        opina sem ter a informação completa;
        argumenta sem bases conceituais e sem justificativas apropriadas;
        não usa o pensamento para explorar possibilidades;
        emite opiniões geralmente baseadas em preconceitos, crenças pessoais, emoções, idéias fixas, etc.

7. FIXAÇÃO EM DETERMINADO TEMPO. Observação somente de certos períodos de tempo. A pessoa:

        vive do passado;
        pensa só no tempo presente ou no futuro;
        só observa curtos períodos de tempo;
        tem dificuldades em perceber a relação entre passado, presente e futuro.

 8. DISTORÇÕES DE VALORES. Dificuldades para perceber e lidar com variáveis de contextos. A pessoa:

        exagera os dados ao descrever fatos e situações;
        formula generalizações apressadas, sem bases reais e objetivas;
        gera argumentos aparentemente lógicos para sustentar ou defender seus pontos de vista.

9. PENSAMENTOS CONTRÁRIOS. Adoção de posições contrárias que dificultam a comunicação eficaz e a busca de consenso. A pessoa:

        enfatiza suas posições em detrimento de uma exploração mútua dos fatos;
        empenha-se em demonstrar seus pontos de vista sem perceber posições comuns que facilitam o intercâmbio produtivo de idéias.

 10. ARROGÂNCIA E PRESUNÇÃO. Postura de superioridade e auto-suficiência. A pessoa:

        assume posturas falsas e imaginárias que crê serem verdadeiras;
        possui crenças e preconceitos que distorcem a realidade;
        muitas vezes atua de forma polarizada sem respeitar os argumentos das outras partes

 11. SOBERBA. Superestima pessoal e desqualificação da capacidade dos outros. A pessoa:

        assume condutas explosivas, geralmente ofensivas aos seus semelhantes;
        vê os erros dos outros e não percebe os seus;
        estabelece diferenças hierárquicas para destacar sua superioridade.

12. INSEGURANÇA. Estado de desequilíbrio pessoal caracterizado por falta de confiança em si mesmo para responder as exigências e contingências do meio no qual se desenvolve. A pessoa:

        acredita que não é capaz de enfrentar e resolver os problemas;
        sente medo do novo;
        mostra-se ansiosa com o desconhecido;
        imagina resultados negativos ocasionados por desempenhos inadequados;
        busca apoio constantemente em outras pessoas – dependência.

13. BAIXO AUTOCONCEITO. Sentimento de menos valia. A pessoa:

        pensa que não é capaz;
        tende a exagerar suas limitações;
        se sente inferior;
        se auto-sugestiona e de fato se impõe limites.

14. IMPLICAÇÕES DO EGO. Necessidade de acertar sempre. A pessoa:

        usa seus pensamentos para apoiar seu ego e para manter-se sempre no correto;
        tem dificuldades para aceitar idéias úteis e positivas;
        tem dificuldades para admitir erros;
        filtra as informações que recebe, de acordo com seus interesses.

15. FINGIMENTO. Adoção de posições falsas ante os demais, as quais não correspondem à realidade. A pessoa:

        demonstra o que não sente;
        adota posturas incoerentes.

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