quarta-feira, 6 de abril de 2016

17 segredos dos processos seletivos que o RH nunca vai te contar!

Ana Colombia - Jornalista

Processos seletivos existem há muito, muito tempo. No século 11 a.C., o governo chinês já adotava um processo complexo, com testes de escrita, matemática, cavalgada, música e arco-e-flecha, como mostra essa reportagem da revista Super. Mas os métodos de seleção atuais, que tentam desvendar a personalidade do candidato, são uma invenção relativamente recente. Sua história começa com o psicólogo Hugo Munsterberg, da Universidade Harvard. Ele fez experiências com operários, marinheiros e telefonistas e, em 1913, publicou um livro, Psicologia e Eficiência Industrial, propondo vários métodos para medir as "funções mentais" dos trabalhadores. Para saber se um candidato é esperto e atento, por exemplo, Munsterberg sugeria um teste em que o objetivo é riscar a lápis todas as letras "a" que aparecem num texto.

Por mais tosca que pareça, a ideia pegou - e os testes viraram mania. O Exército dos EUA começou a fazer avaliações em seus recrutas, e em 1921 o inventor e gênio Thomas Edison ficou famoso por revolucionar a seleção de pessoal: se alguém quisesse trabalhar na empresa dele, tinha de encarar uma prova com 150 questões de inteligência e conhecimentos gerais.

Confira abaixo segredos e perguntas projetadas para enganar os candidatos na entrevista de emprego.


1) "POR QUE VOCÊ ESTÁ SEM TRABALHO HÁ TANTO TEMPO? POR QUE VOCÊ FOI DEMITIDO?"
Essa pergunta é uma tentativa de descobrir se há algo errado com você que a sua antiga empresa ou empregadores já descobriram. O entrevistador pode estar tentando determinar se os temas de recessão ou cortes no orçamento foram usados para despejar alguns funcionários, incluindo você.

2) "SE VOCÊ ESTÁ TRABALHANDO, COMO VOCÊ CONSEGUE TEMPO PARA AS ENTREVISTAS?"
O entrevistador pode perguntar: Se você está traindo seu chefe atual, por que você não vai me enganar mais tarde? A pergunta pretende colocar ênfase sobre por que você está mentindo para o seu atual chefe para poder realizar entrevistas de emprego. Se outras entrevistas são sugeridas, a melhor forma de lidar com esse problema é sugerir que outros testes ou entrevistas sejam feitos fora do seu horário normal de trabalho.

3) LEMBRE-SE, OTIMISTAS SE SAEM MELHOR

Você tem todo o direito de ser do tipo que sempre enxerga o copo meio vazio. Acontece que as empresas costumam valorizar mais os otimistas, que, geralmente, passam a ideia de ser mais bem-sucedidos.

Leia Mais

terça-feira, 5 de abril de 2016

Meu sonho seria que alguém tivesse me chamado quando eu comecei minha carreira em RH e tivesse me dito como ser bem sucedido!

Vamos lá. Leiam e reflitam. Otimizem ou recuperem. Bote as botas no barro do Canteiro de Obras ou no Chão de Fábrica ou nos Corredores da Administração Central. Ótimo artigo!

Autora: Kathy Rapp, Vice-Presidente Sênior da hrQ, com a responsabilidade de encontrar talentos e ajudar profissionais de RH a alavancar os resultados dos negócios.

Eu não sei quanto a vocês, mas meu sonho seria que alguém tivesse me chamado quando eu comecei minha carreira em RH e simplesmente me dito como ser bem sucedido. Naturalmente, o sucesso significa coisas diferentes para a maioria das pessoas. Para mim, começou na pós-graduação – significava ganhar dinheiro! E para ser sincera, significava ganhar mais dinheiro do que o meu namorado, que era graduado em finanças. Alguns dizem que sou competitiva.

Ao longo dos próximos 20 anos, eu aprendi que o sucesso na profissão que eu escolhi era muito mais do que dinheiro (embora o dinheiro sempre estivesse entre as 4 coisas mais importantes). Era sobre como eu me sentia no início e no final de cada dia.

Aqui está o que eu posso dizer para quem quer garantir o seu sucesso em RH – ou, francamente, qualquer profissão:

1. Suje as mãos
Nunca peça para sua equipe fazer algo que você ainda não tenha feito ou esteja disposto a fazer com eles. Arregace as mangas e valide os processos ou procure formas de melhorar os aspectos básicos da atividade. Desenvolva uma ou duas planilhas.  Fique até tarde resolvendo a papelada burocrática. Ajuda na busca de candidatos para uma vaga difícil de preencher.

2. Desenvolva resistência a críticas
Você vai, inevitavelmente, trabalhar em uma empresa que pensa que o setor de Recursos Humanos é uma porcaria. Você vai ter seu tapete puxado. Parentes vão questionar o que você faz todos os dias. Piadas serão feitas às suas custas. E daí? Isso acontece em todas as profissões. Seja durão, aprenda a rir e redirecionar a negatividade para a sua vantagem.

3. Não compare sua remuneração com a dos outros
Você pode (já que tem acesso). Você vai (já que não resistirá à tentação). No entanto, nada de bom virá disso.

 4. Vá além do RH
Curiosidade intelectual é a chave para progredir em Recursos Humanos. Como tal, você precisa sair e aprender algo complementar ao RH. Gerenciamento de projetos, por exemplo. Eu lhe garanto: em algum momento você vai receber uma implementação de sistema, uma tarefa de branding relacionada ao recrutamento, ou um projeto de integração que vai exigir mais do que o conhecimento básico de Excel.

5. Diga não…
… para planejamento de festas, gerenciamento de instalações, policiamento de qualquer tipo de código de vestimenta, ser responsável pela folha de pagamento e para terninhos azuis.

6. Aprenda a recrutar
Vou ser honesto. Eu subestimei a importância dessa habilidade especial em RH quando eu comecei, provavelmente porque eu era um generalista de Recursos Humanos, passando algumas horas por dia em recrutamento, mas desejando fazer trabalhos mais “importantes”, como pesquisas de clima organizacional. Eu sei. Eu estava delirando. Encontrar, atrair e contratar talentos é o oxigênio de uma organização. Sem isso, você está morto. É muito importante.

7. Tenha orgulho do que você faz – ou caia fora
Recentemente eu entrevistei recentemente uma pessoa que criticou a profissão de Recursos Humanos durante boa parte da conversa. Finalmente lhe perguntei por que ele gostaria de estar associado a algo que ele tinha uma opinião ruim. Ele não conseguiu responder e nossa discussão chegou a um fim abrupto. Se você não pode ficar animado sobre o que você faz e por que você faz isso, vá descobrir outra coisa para fazer.

O sucesso vai assumir muitas formas ao longo de uma carreira. Uma carreira com significado em Recursos Humanos está definitivamente ligada a evolução e adaptação, mas são esses elementos básicos que muitas vezes esquecemos.

Autora: Kathy Rapp, Vice-Presidente Sênior da hrQ, com a responsabilidade de encontrar talentos e ajudar profissionais de RH a alavancar os resultados dos negócios.

Artigo publicado originalmente no site Fistful of Talent

quinta-feira, 31 de março de 2016

Sucesso, não acham?


Tempos atrás elaborei um manual denominado "Entendendo Cargos, Carreiras e Salários" e disponibilizei para algumas pessoas do Linkedin. O manual acabou sendo disponibilizado pelo Slideshare e, até o momento, obteve mais de 130.000 visualizações e mais de 2.600 downloads.


Sucesso não acham?

Fiz uma releitura do manual e acrescentei muito, muito mais informações! Ao longo de 275 páginas, o manual divide-se em duas partes:



1ª Parte – Entendendo e aprendendo a elaborar Descrição de Cargos

Abrange desde a formulação da ideia e a da confecção dos questionários até o modelo descritivo completo e pronto para estudos subsequentes. Tudo de forma prática e objetiva e de leitura agradável. 

Na segunda metade o leitor encontrará uma extensa coletânea de atribuições de cargos operacionais, administrativos, técnicos, nível superior e de gestão das áreas de Recursos Humanos, Serviços, Contabilidade, Finanças, Tecnologia da Informação, Obras Civis entre outras. Você poderá, além de conhecer as atribuições de diversas áreas, subsidiar a elaboração/atualização das descrições de sua empresa, pesquisando e ampliando as ideias, propostas e formulações contidas em cada atribuição. Você que gosta das matemáticas, gráficos e demonstrativos que a área de Cargos, Carreiras e Salários tanto exige vai descobrir que elaborar uma descrição de cargo pode ser tão prazeroso quanto!

2ª Parte – Entendendo e aprendendo a classificar e avaliar Cargos

De forma prática e simples você conhecerá as metodologias que compõem os sistemas abertos de avaliação e classificação de cargos (escalonamento, comparação por fatores, graus pré determinados e pontos) e os conceitos dos sistemas fechados.Você aprenderá a formular e executar um projeto de Plano de Cargos, Carreiras e Salários através da metodologia de Pontos e a elaborar, tabular e analisar uma Pesquisa Salarial.

Na outra metade, você conhecerá um projeto completo de  Plano de Cargos, Carreiras e Salários desenvolvido pela metodologia formulada e criada denominada Cenários de Atuação. 

Também conhecerá como se faz uma Política Salarial e um Regulamento Interno de Empresa.



Visite a página da Hotmart e adquira por R$ 24,90 ou em 2 vezes no cartão 

https://app.hotmart.com/produto/W3435468Q/Manual-de-Praticas-e-Tecnicas-de-Cargos-Carreiras-e-Salarios/---1153106--?name=

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

O RH é a sua cara. Acredite!

Em um artigo passado, denominado “Preciso implantar o RH. Alguém ajuda?”, conhecemos a Maria e sua difícil empreitada. Quando notificada pelo seu Diretor que deveria implantar a área de Recursos Humanos na próspera fábrica de embalagens, não sabia por onde começar. Mesmo assim ficou encantada com a oportunidade. Até então, vivia uma situação tranqüila. Processos terceirizados de folha de pagamento e de documentação e registro, definição junto aos gerentes de alguns requisitos para contratação de novos funcionários e encaminhamento dos pedidos a uma consultoria de recrutamento e seleção, uma vez por mês distribuição de vale refeição e vale transporte e um ou outro probleminha com a assistência médica conveniada. Como já sabemos, a primeira idéia que veio em sua cabeça foi recorrer aos amigos internautas de suas redes de relacionamento. Como toda solicitação feita nas redes de relacionamento, seu pedido de ajuda foi vago e sem a menor especificidade. Lançou “Preciso implantar o RH. Alguém ajuda?”. Confiante, aguardou alguns dias e acessou todas as suas redes de relacionamento. A maioria das respostas que esperava receber não foi exatamente a ajuda necessária. “Eu também preciso, envia prá mim também”, foi o que dominou na maioria das respostas ao seu pedido. Recebeu também a indicação de alguns livros e de algumas boas consultorias e consultores focados no assunto. Comprou alguns livros, trocou idéias com colegas de empresas próximas, pesquisou na internet e começou a fazer seu diário de bordo e seu planejamento estratégico. Ótimo, foi seu melhor pensamento desde o inusitado pedido de seu Diretor. Observou que depois da época do perfil, do paradigma e do feedback, agora só se fala em competências no mundo corporativo e do RH em particular.

Diante da mesmice que há tempos reina em gestão de pessoas, termos como Competências e RH/Remuneração Estratégica surgiram travestidos de produtos novos. É nessa perspectiva que muitos autores renomados, consultores e profissionais utilizaram o termo “competência” para servir como símbolo do desenvolvimento de um novo modelo de gestão de pessoas. A busca de um novo modelo de gestão sempre é bem vinda (extremos de preciosismo e de tecnicismo podem ser repensados).

Principalmente na área de Gestão de Pessoas onde dispomos de farta matéria prima nesse sentido e pouquíssima literatura que não caia no lugar comum.

A competência já foi analisada, debatida e criticada por vários autores e, muitos deles, consideram que a noção de competência ainda não é totalmente definida. Ótimo, pois a investigação e a busca dos “por quês” tem que ser contínua. A maior parte das definições tem sua nascente nas pesquisas de David McClelland, da Universidade de Harvard, em 1973.

A apresentação extensiva de definições acaba por confundir os gestores e empresários, que buscam uma forma mais simplificada de poder colocar em prática as teorias. O fato é que um modelo de gestão de pessoas focado em gestão de competências oferece um mar sem fim de oportunidades de desenvolvimento e validação de conceitos, definição de indicadores e bússolas, formulação e aplicação de matrizes de remuneração, mapas de levantamento do banco de conhecimentos que a empresa dispõe, determinação do banco de conhecimentos que a empresa necessita dispor e outros tantos itens.

Qualquer empresa pode desenvolver seu modelo de gestão de competências alinhado ao seu planejamento estratégico. Gestão de competências empresa (formulado a partir da estória da própria empresa, de sua cultura e de seus valores, da associação dos conhecimentos individuais e coletivos disponíveis e desejáveis, de sua tecnologia e métodos de produção, de seu estilo gerencial entre outros itens) e gestão de competências colaborador (combinação de conhecimentos adquiridos pelo colaborador através de sua própria estória de vida e de sua formação e aprendizados vivenciados ao longo da sua carreira profissional para fazer a empresa funcionar).

Por outro lado, não existem receitas mágicas, fórmulas milagrosas e gurus infalíveis. O que serve para uma empresa não vale para outra ou o que deu certo em algum momento, em outro não dá resultado.

O “RH” de uma empresa costuma ter a cara e o estilo de seu gestor. É verdade, acredite! Quando não há muita cobrança, participação e o envolvimento com os rumos da empresa é o mínimo necessário, a Direção não espera muita coisa além do cumprimento das exigências legais, por achar que seu gestor de RH não consegue “chegar lá”. Paradão demais ou Filósofo demais!

Parte dos gestores de RH de algum tempo atrás, tinham como ousadia máxima, a ampliação de suas bases horizontais. Com a engorda de seu organograma, construíam barricadas e procuravam garantir territórios conquistados. Enquanto isso, em algum lugar no andar de cima, os demais gestores da empresa discutiam planejamento e rumos estratégicos da empresa. Inclusive de Gestão de Pessoas!

Como pode acontecer com outros profissionais da área, Maria viu-se diante de um momento raro. Ter a possibilidade de tornar-se gestora de pessoas de fato.

Ao ter essa oportunidade, o novo gestor tem que estar alinhado com as tendências regionais, nacionais e mundiais e buscar aprender com as melhores práticas (aprender não é copiar). Maria, entenda de verdade a cultura e os valores ditados pelos acionistas de sua empresa, para não se perder em projetos vãos que não conseguem convencer sua aplicabilidade. Tendo uma boa idéia, não a lance antes de amadurecê-la e validá-la em termos práticos. Não “queime” suas boas idéias. Circule uma vez por dia pela empresa inteira, ouça as lideranças formais e informais, avalie situações problema e construa cenários para entendê-las e resolvê-las. Pesquise e investigue novas literaturas, artigos e seminários. Diariamente. Contrate uma Consultoria ou um Consultor para um determinado projeto e acompanhe todos os passos que serão dados e absorva o conhecimento aplicado.


De tanto ouvir e falar em competências, essa é a sua competência principal: frequentar o andar de cima com desenvoltura e tornar a área de gestão de pessoas de sua empresa necessária, participativa, estratégica e alinhada com a Direção!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Você contrataria para sua empresa, um gerente entre 50 e 60 anos? Provavelmente não! Pode me dizer por que?

Agora, você contrataria para sua empresa, um gerente de compras, logística ou de recursos humanos entre 50 e 60 anos? Provavelmente não! Pode me dizer por que?

Algumas profissões têm a idade de seu ocupante como inimiga, outras como aliada. Se você é médico, engenheiro civil, advogado, professor ou jornalista, quanto mais velho você fica mais é respeitado (não falo de exceções). É natural. É o efeito psicológico. Você compraria uma casa totalmente assistida por um engenheiro civil recém formado ou faria uma cirurgia do coração por um médico cirurgião recém formado? Provavelmente não!

A grande maioria dos presidentes dos países do nosso planeta tem mais que 50 anos e ocupam o mais importante cargo de seu país. Você votaria, para presidente de seu país, em um candidato com 30 anos? Agora, você contrataria para sua empresa, um gerente de compras, de logística ou de recursos humanos, entre 50 e 60 anos? Provavelmente não! Pode me dizer por quê? Quem pensa assim é você ou sua empresa? Para presidente de seu país, em linhas gerais, tem que ter experiência burocrática e política, vida pública de ilibada reputação e mais que 50 anos ao passo que, um gerente de compras, de logística ou de recursos humanos com 50 anos, uma experiência verdadeiramente qualificada e nada que possa denegrir sua imagem ao longo de sua carreira, não serve para sua empresa. Tem que ser um “cara” de 30 anos.

A grande preocupação do estagiário é formar-se e ser trainee. A grande preocupação do trainee é logo virar um profissional junior. Essas passagens são de curta duração. Uma vez pleno, a vida já começa a sorrir. Já está na profissão e o tempo é só uma questão de tempo. Difícil é manter-se junior por mais que dois, três anos! Lá pelos 30 anos tornar-se sênior, com 35 anos chefe e com 40 anos gerente. Calma, estou falando das décadas passadas. Hoje, muitos profissionais do maior gabarito tornam-se gerentes e diretores na faixa dos 30 anos. Tecnicamente perfeitos, porém, o lidar com a vida corporativa e pessoal, por vezes deixa a desejar. Coach, MBA e cursos de desenvolvimento e formação de gestores fazem parte do dia a dia. Tudo se resume à competência de cada um em querer posicionar-se melhor.
  
Como se desperdiçam os cérebros em nosso país tão carente de qualificação. É lógico que existem centenas de jovens muito bons naquilo que fazem e, se são gerentes ou diretores, na faixa dos 30 anos, o são por absoluto mérito e competência rópria. Também é lógico que existem centenas de “velhos” chatos, pedantes, ultrapassados e verdadeiros “malas sem alças”.

Mas, um selecionador, ao receber o currículo de um cinquentão, sessentão, na hora envia ao “arquivo morto”. Cheio de preconceitos. Incapaz de simular variações em torno de um mesmo tema. Só o que está na partitura.

Ao invés de só enviar seus funcionários para um curso de gestão de compras, logística ou recursos humanos, contrate um ex gerente dessas áreas para desenvolver projetos e ministrar/transferir conhecimentos “in company”. Tudo por prazo determinado.

Um profissional desses, bem selecionado, já adquiriu sua estória empresarial vivida, participou de inúmeros cursos de informação, formação e atualização, já “filtrou o joio do trigo” em todos eles, já errou e acertou e está aí, ao seu lado, à sua disposição.

Considero um enorme desperdício, deixar esse “cara” sentado em uma poltrona, em uma quarta feira útil, assistindo jogos da Champions League. Se bem que os jogos são muito bons!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Endomarketing e Redes Sociais Corporativas: Como ganhar com isso?

Escrito por: Willian Medeiros

É sabido que cuidar bem dos funcionários é perpetuar e valorizar um dos principais ativos de uma organização: as pessoas. O grande desafio dos profissionais de endomarketing e de RH é manter a equipe trabalhando feliz e engajada, para assim produzir mais e com maior qualidade.

As ferramentas que ajudam nesse processo (como brindes, premiações em dinheiro, eventos corporativos, etc.) são muitas e estão em constante evolução, mas sozinhos não dão mais conta das necessidades de comunicação. Com a enxurrada de tecnologias que tanto nos oferecem novas soluções, uma chama a atenção para campanhas e controle interno de processos: a rede social corporativa.

Oferecendo várias funcionalidades intuitivas e diretas das redes sociais normais, a rede social empresarial é uma aliada fortíssima e comprovada pelos profissionais de endomarketing e RH. Em um único ambiente é possível manter toda a equipe de funcionários engajada e sabendo o que acontece dentro e fora do seu negócio.

Essa é a ideia do 4bee: ter todos em um mesmo ambiente para que toda a comunicação da empresa flua melhor e você economize tempo e recursos financeiros que antes eram consumidos em tarefas que demandavam muito esforço.

Colocando na ponta do lápis, ao ter uma rede social corporativa você economiza em viagens, deslocamentos dentro da cidade para reuniões de negócios, telefone e tempo dos funcionários (uma moeda fortíssima nos dias de hoje) entre outras. Segundo pesquisa da McKinsey, apenas com e-mails o custo é reduzido em 25%, a diminuição de gastos com viagens é percebida por 40% das empresas e a redução de custos de comunicação é sentida por 58% das companhias. O grande potencial da rede social corporativa, porém, é como elas te fazem faturar mais.

Ao usar uma rede social empresarial, você consegue ter todo o panorama de onde estão seus funcionários, o que eles estão fazendo e como auxiliá-los para que ampliem sua capacidade produtiva. As campanhas de motivação conseguem ter alcance diário para que os colaboradores nunca deixem cair o ânimo e sigam dando o máximo de si com satisfação, automaticamente dando ao seu produto ou serviço uma qualidade superior e/ou um preço mais baixo, fatores que, na atual conjuntura do país e do mercado como um todo, pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso de uma companhia.

De acordo com o estudo da McKinsey, o uso de tecnologias sociais traz benefícios para 90% das empresas que utilizam essas ferramentas, o aumento da velocidade no acesso à informação é sentido por 74% das empresas e o crescimento no acesso aos experts internos das companhias é percebido por 51%. Além disso, as empresas contam com aumento da satisfação dos usuários, crescimento de ideias inovadoras em produtos e serviços e aumento de receita.

O custo para implementação de uma rede social corporativa é baixíssimo. O 4bee, por exemplo, possui toda a estrutura na nuvem, o que economiza tempo e recursos de TI. Outra vantagem é a interface amigável e intuitiva que não necessita de treinamentos complexos ou conhecimentos de linguagens avançadas para todos os colaboradores utilizarem.

O 4bee oferece um trial que é uma ótima maneira de testar as funcionalidade e ver o que pode ser aplicado no seu negócio.

Faça o teste e nos conte em marketing@4bee.com.br seus resultados de endomarketing com uma rede social corporativa?


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Chega de botar sempre a culpa no pessoal de RH!

Discriminar significa fazer uma distinção. Discriminação é um termo muito genérico, pois abrange cor, raça, religião, faixa etária, fumante, peso, aparência e outros tantos itens.
  
A diferença entre não contratar e evitar contratar é uma linha tênue. O ser humano carrega dentro de si um arquivo de itens discriminatórios que começou a ser carregado na infância. Pelas atitudes de seus pais, de sua família, dos amigos da escola e dos amigos do bairro. O colega “diferente” por algum motivo costuma ser alvo de brincadeiras e práticas discriminatórias.

A expressão corporativismo foi criada na Itália fascista e propôs-se eliminar a luta de classes mediante um modelo de colaboração entre elas. Hoje quando falamos em corporativismo, pensamos somente na proteção que fazem entre si, grupos de pessoas de mesma natureza e objetivos. Corporativismo médico, político, jurídico ou policial por exemplo.

No mercado de trabalho a prática discriminatória começa quando alguém da área de Recursos Humanos abre seu correio eletrônico ou quando começa a filtrar candidatos a uma vaga divulgada. O primeiro item investigado é a idade do candidato. Salvo raríssimas exceções, o conteúdo ocupacional do candidato não é investigado se a idade fugir do concebido. Esse é praticamente um dos únicos poderes discriminatórios do RH. Geralmente quando um candidato acima dos 40 anos é contratado é porque conseguiu tratar direto com o dono da vaga ou com dono da empresa.

Chega de culpar o pessoal de RH, afinal temos que entender que muitas vezes a própria Direção da instituição ou as características de um cargo e suas atribuições ditam as regras.

É muito difícil a contratação de alguém com mais de 28/30 anos para Auxiliar Administrativo, típico cargo de início de carreira. Não é verdade? Isso é um fato! Afora o bordão que com essa idade, candidatar-se a uma vaga de auxiliar, não se pode esperar muita coisa e nem acreditar em evolução profissional. Muitos selecionadores alguma vez na vida já se depararam com situações desse tipo, vindo à tona, os sentimentos discriminatórios. Mesma coisa um Contador experiente candidatar-se a uma vaga de Auxiliar Contábil, pois está há tempos desempregado. O não é instantâneo. A vida do RH não é fácil. O importante é ter a sensibilidade de buscar alternativas de aproveitamento se o conceito do candidato, aos olhos do RH, é merecedor.

Quando se fala em feedback então, a coisa pega. O que se fala mal do pessoal de RH por causa do bendito feedback é espantoso. Agora, imagine você abrir uma vaga com indicação do nome da empresa, receber “trocentos” currículos e dar feedback a cada candidato não convocado! Quando sobram cinco e um escolhido aí sim. Pode e deve cobrar o feedback. Afora os que telefonam e pedem laudo psicológico por telefone do porque não foi escolhido!

Não se pode culpar o RH se instituições comerciais ou que trabalham em turnos de revezamento não contratam seguidores de uma religião que não permite trabalhar aos sábados ou aos domingos. Ou se uma instituição fornecedora e/ou produtora de produtos bélicos não contrata mecânicos, técnicos e engenheiros judeus, pois seus principais compradores são árabes (nenhum árabe compraria um fuzil ou um tanque fabricado por um judeu). Mas essas instituições não se pronunciam abertamente que não contratam tais religiosos ou judeus, apenas evitam contratar.

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências