segunda-feira, 28 de junho de 2021

Stephen Kanitz - Antigo de 2017 - Lula conseguirá de fato governar o Brasil como antes?

 Lula já perdeu, há muito tempo, seus consiglieri prediletos.



 José Dirceu, que fontes me dizem nem acredita nessa capacidade de Lula se eleger.

 Palocci está preso.

 Aloizio Mercadante e Jaques Wagner sumidos.

 Lula jamais conseguirá fazer um Ministério com pessoas competentes como antes.

 Como Henrique Meirelles, o verdadeiro agente por trás do sucesso de Lula, o presidente do Banco Central mais longevo da história, e o primeiro não economista no cargo.

 Que foi um sucesso como previ.

 Ou Luiz Furlan no Ministério da Indústria e Comércio, e o responsável pelo estrondoso superavit da balança comercial.

 Ou do Roberto Rodrigues no Ministério da Agricultura responsável por esse boom atual da agricultura.

 Ambos formados em Administração pela FGV, como previ que era o que o Brasil precisava.

 Que a Dilma, destilando o ódio que essa classe tem por administradores, rapidamente dispensou, e deu no que deu.

 Nem Meirelles, nem Furlan nem Rodrigues, nem ninguém desse nível, jamais aceitariam um novo convite do Lula.

 E sem um Ministério, Lula será um desastre.

 Por isso é fundamental que a imprensa, os petistas roxos, os petistas arrependidos, mas que ainda votam no PT, exijam que Lula mostre para o Povo Brasileiro que ele é ainda capaz de criar um Ministério à altura.

 Precisamos exigir que Lula (e todos os candidatos) provem sua capacidade de criar um bom Ministério divulgando-o ANTES das eleições.

 Velha tese minha que vale para todos.

 Queremos eleger uma equipe, e não um ditador carismático.

 Na Administração Responsável das Nações, nem se pensaria esconder a equipe estratégica só por medo de perder as eleições.

 Queremos a melhor equipe administrativa possível para o país, não o candidato mais carismático e mentiroso.

 Está na hora de exigirmos essa transparência mínima de nossos candidatos a Prefeito, Governador e Presidente.

 Temos o direito republicano de saber de antemão qual a equipe que pelo menos irá iniciar o novo governo.

Pense nisso antes de votar no Lula ou em qualquer um.

 

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Estudo mapeou o perfil de mais de 200 presidentes de companhias brasileiras!

 

“Estudo mapeou o perfil de mais de 200 presidentes de companhias brasileiras ao longo de 17 anos e mostrou as principais competências comportamentais em comum”

 


Ao ler o título acima em um artigo de gestão de recursos humanos, impressionam a quantidade e a qualidade da amostra e o tempo de duração da pesquisa. Você pensa que um estudo como esse certamente revelará aspectos interessantes e possivelmente informações que, em momento algum, lhe passaram pela cabeça ou você supunha que fizessem parte do perfil de um profissional de sucesso.


Você que constrói sua carreira de forma planejada e de forma consistente pensa que algo novo lhe fará bem conhecer. Afinal foram 200 presidentes de companhias brasileiras e nos últimos 17 anos de pesquisa.

 Vamos conhecer as 6 competências de sucesso determinadas pela pesquisa

 1.     Poder de influência e impacto no ambiente (A personalidade forte é a característica que mais se sobressai entre os CEO)

 2.     Energia (para suportar uma rotina agitada e as longas horas de expediente é preciso ter uma dose extra de energia)

 3.     Rapidez (rítmo rápido de pensamento e trabalho e forte senso de urgência)

 4.     Capacidade de assumir riscos (independência, individualismo, impulso competitivo e iniciativa) 

 5.     Extroversão (alta capacidade de comunicação) 

 6.     Capacidade de tomar decisões sob pressão (facilidade em tomar decisões de sucesso)

 Ao final da leitura você se pergunta:


"Tanto tempo de pesquisa para saber o que está escrito em qualquer livro de gestão de RH ou num bom artigo sobre gestão de competências".

 Estou chegando à conclusão que parte dos consultores e consultorias vêem no pessoal de RH o mesmo que os gestores de empresas de radiodifusão vêem nos noticiários: audiência rotativa.

 Como no rádio a audiência é rotativa os locutores repetem, repetem e repetem as notícias.

 

terça-feira, 1 de junho de 2021

Voltar a ter um bom emprego, amar apaixonadamente, ter filhos, constituir uma família, se orgulhar disso tudo é o futuro...

 

Em pesquisa realizada pela Cia de Talentos, junto ao público jovem, objetivando avaliar a pretensão desses jovens com relação as suas expectativas sobre qual seria a empresa dos seus sonhos para trabalhar, dentre as diversas perguntas feitas, uma chamou minha atenção. Esse grupo, cerca de 35 mil brasileiros na faixa dos  20 e 30 anos de idade, num percentual acima de 20%, considerou que o tempo ideal de permanência numa empresa deveria ser de mais de 20 anos. É de se estranhar, e muito, que com todas as influências da globalização, um grande número de itens da pesquisa demonstre uma tendência normal para o moderno, para o atual. Mas, permanecer mais de 20 anos numa mesma empresa me pareceu no mínimo fora dos padrões.

 


Será que os jovens estão cansados dessa prática de trocar de empresa para progredir na carreira sem sequer se dar ao trabalho de gostar dela? Será que muitos deles já não se arrependeram de eventual atitude tomada nesse sentido? Será que, como demonstrou a pesquisa, muitos gostariam de ser reconhecidos, ter um bom ambiente de trabalho, ter desenvolvimento profissional, ter uma boa qualidade de vida e também gostar da empresa e ficar comprometido com a organização por um longo período? Será que não é uma mudança que está aí estampada?

 

Na minha singela opinião e, rogo a Deus que isso seja verdade, a falta de estrutura familiar, a indefinição de carreira, a busca de uma companheira ou de um companheiro definitivo, que possa proporcionar uma relação conjugal estável, que gere filhos, gere uma família, proporcione futuro, é a razão disso tudo. Ninguém mais está querendo ser uma pessoa com 40 anos, sentindo-se plenamente no vigor de sua forma física e atlética, tendo o mercado de trabalho o considerando ultrapassado em razão de sua idade. E o pior, é novo para a vida, é velho para o trabalho e ainda solteiro ou solteira.  Algo está errado. Talvez a resposta esteja embutida nas entrelinhas dessa pesquisa.

 

Os relacionamentos afetivos atualmente estão totalmente comprometidos em razão da falta de afetividade, confiança e verdade. Ninguém abre mais o seu coração com medo da decepção. Ninguém quer sofrer, mas é só o que ocorre. Todos os relacionamentos ficaram vulneráveis ou pela escolha mal feita ou pela falta de critério na escolha. Quem não gostaria de amar e ser amado? Quem não gostaria de amar eternamente, e para a vida toda? Com todas as circunstâncias da idade, do status social ou das adversidades que a vida em comum possa proporcionar? Quem não gostaria? Esses jovens, nessa pesquisa, deram essa demonstração.

 

Voltar a ter um bom emprego, amar apaixonadamente, ter filhos, constituir uma família, se orgulhar disso tudo é o futuro que foi indicado indelevelmente. É hora de avaliar!

 

 

sábado, 22 de maio de 2021

Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem o seu consentimento!!

Em um pequeno vilarejo vivia um velho professor, que de tão sábio, era sempre consultado pelas pessoas da região.

 Uma manhã, um rapaz que fora seu aluno, vai até a casa desse sábio homem para conversar, desabafar e aconselhar-se.

 -        Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

 O professor, sem olhá-lo, disse:

 -        Sinto muito meu jovem, mas não posso ajudar-lhe. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez depois.

 E fazendo uma pausa falou:

 -        Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e, depois, talvez, possa lhe ajudar.

 -        Claro professor, falou o jovem, mas sentiu-se outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu antigo professor.

 O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno, deu ao rapaz, e disse:

 -        Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que você obtenha pelo anel o máximo valor possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu.

 Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores.

Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.

 Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

 Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

 Depois de oferecer a joia para todos do mercado, abatido pelo fracasso, montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, livrando assim seu professor das preocupações. Dessa forma ele poderia receber a ajuda e conselhos que tanto precisava. Entrou na casa e disse:

 -        Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

 -        Importante o que disse meu jovem. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele lhe dará por ele. Mas não importa o quanto ele ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

 O jovem foi até o joalheiro e deu- lhe o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o mesmo, e disse:

 -        Diga ao seu professor, que se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

 -        Cinquenta e oito moedas de ouro! - exclamou o jovem.

 -        Sim, replicou o joalheiro. Eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...

 O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

 -        Sente-se, disse o professor.

Depois de ouvir tudo o que o jovem contou-lhe, falou:

 -        Você é como este anel, uma joia valiosa e única, e que só pode ser avaliada por um "expert". Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

 E, dizendo isto, voltou a colocar o anel no dedo.

 -        Todos nós somos como esta joia, valiosos e únicos, e andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem. Você deve acreditar em si mesmo.  Sempre!

 

        Eakis Thomas

 

"Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem o seu consentimento."

 

Agora que você já leu, reflita e pense, “como somos avaliados rotineiramente por pessoas que não nos conhecem e o fazem por meio de gabaritos”. Disso você não pode fugir, pois tem que se expor ao mercado de trabalho e sempre garantir sua vaga para a própria sobrevivência.  O que devemos ter em conta é que antes de chegar ao "joalheiro" vamos passar, necessariamente, por várias pessoas que não saberão nos avaliar e que podem até desmerecer-nos. Por isso, não se abata ao primeiro, segundo, terceiro "não" de um selecionador/recrutador. Quem sabe o quarto não será seu "joalheiro"

 

sexta-feira, 5 de março de 2021

Como tudo começou!


 

Nestes tempos pandêmicos qual o papel do RH? O que é ser home office para um gestor?

 "Como podem as rãs discutir sobre o mar se nunca saíram do brejo? Como poderei falar do céu com o pássaro do verão se está retido em sua estação? Como poderei falar com o sábio sobre a vida se é prisioneiro de sua doutrina?" - Chuang Tsé - IV AC


 A área de Recursos Humanos passou por inúmeros processos desde os anos 60 quando era chamada de área de Relações Industriais. Sempre dividida entre Administração de Recursos Humanos e Desenvolvimento de Recursos Humanos.

 

Por uma época surgiu como inovação colocar roupa nova em estrutura velha. Gente e Gestão, Gestão de Talentos, Gestão de Pessoas, Gestão de Desenvolvimento Humano, Gestão do Capital Humano, Pessoas e Organização e outros nomes bonitos. A preocupação era abolir o nome recurso, politicamente incorreto para alguns. Pessoas não são recursos. Mesma discussão efêmera na área pública. Servidor Público ou Servidor do Público?

 

Primeiro, as empresas não cuidam de gente. Cuidam de trabalhadores que são remunerados em troca de produção e serviços em conformidade com os padrões de qualidade determinados. Os trabalhadores devem cumprir bem seu papel.

 

Dentro da realidade empresarial, as pessoas serão sempre recursos. Queiram ou não, gestão emocional não é papel determinante. O RH deve contribuir na construção de cenários que facilitem e contemplem a motivação e o desenvolvimento pessoal e profissional. Esse é o verdadeiro papel. O Gestor trabalha para o capital e deve agregar valor à empresa.

 

Nestes tempos pandêmicos qual o papel da área? O que é ser home office para um gestor? Não existem mais aquelas reuniões de empedernidos gestores, cada mês em uma empresa, regadas a pão de queijo e água gaseificada.

 

Nem a disposição da equipe para organizar festinhas de celebração de “tempo de casa”, aniversariantes do mês, confraternização de final de ano e convescotes afins.

 

O momento é de discussão para saber o que fazer, o que compreender e como agir em tempos futuros. Frequente mais as redes sociais e abra e participe de discussões. Nas redes sociais quando o assunto é o entendimento de uma questão legal trabalhista, proliferam participações e troca de opiniões e o interesse em entender o tema é notório. Muitos debatem e participam.

 

Agora, basta colocar um tema de Desenvolvimento para debate que a frequencia de participantes é mínima com um ou outro comentário e, passados dois, três dias, o assunto morre. Por que o povo de Desenvolvimento que tem a obrigação de pensar coisas novas não debate ou pouco debate?

 

Mesmo nas redes profissionais taxadas como de alto nível, os grupos formados do segmento pouco debatem. O que mais se vê são psicólogas recem formadas e desesperadas pedindo soluções imediatas para assuntos complexos de gestão de pessoas.

 

Após pandemia o núcleo de Desenvolvimento deve ser, essencialmente, um Facilitador (termo emprestado dos processos de gestão da qualidade) e possuir inteligência aguçada para todas as coisas.  Deve fazer do conhecimento sua maior competência e estar sempre disposto à aquisição de novos saberes, à ampliação da criatividade e à percepção de ideias e novas oportunidades. Novos saberes podem propiciar a reformulação de conhecimentos anteriores mal estabelecidos. Deve participar ativamente da ampliação da competitividade da sua empresa, romper com passados que não retornarão mais, construir ambientes e cenários favoráveis ao seu crescimento e ao crescimento coletivo e abandonar comportamentos autoritários. Deve, ainda, aprender diariamente com os demais colegas de trabalho, entendendo que a qualidade tem importância primordial para si e para a empresa. 


Coletânea de Artigos Escritos!!

 


Iniciei este Blog em 2009 com o objetivo de divulgar meus serviços de consultoria e divulgar artigos e notas interessantes do mundo corporativo. Selecionei uma série de artigos escritos por mim e disponibilizei no Slideshare, gratuito, com o seguinte endereço: 

https://pt2.slideshare.net/carlossalles/artigos-ebook