quarta-feira, 12 de agosto de 2020

RHECADOS BEM DADOS - Master Chef também veste Prada!

 

Quem assistiu o filme “O diabo veste Prada” se viu diante das relações do mundo corporativo com um estilo de liderança arrogante e sempre em busca da perfeição. Deixou a imagem de muita prepotência e arrogância nas relações com os subordinados que giram ao redor da personagem central. Como deve ser difícil lidar com um chefe desses dirão alguns. Eu jamais me submeteria a esse tipo de pressão dirão outros. Ambos estão errados quando se percebe em todas as entrelinhas que o resultado final é o crescimento profissional e pessoal, mesmo com todas as “crueldades”!

O programa de TV “MasterChef” retrata bem o tema. Ou você é bom ou você não é! Quando um participante recebe uma avaliação mais rigorosa ou mais sincera e de uma forma “curta e grossa”, boa parte da plateia costuma tomar as dores do “ofendido” e criticar a forma de atuação do avaliador. Queremos sempre ouvir que nossa comida está boa, que nosso trabalho está bom e que somos bons naquilo que fazemos quando, muitas vezes, não somos.

Todos os profissionais que tiveram o privilégio de conviver com um estilo de chefia rigoroso em resultados saíram do lugar comum, buscaram sua diferença e fizeram acontecer. É isso que importa. Sem “mimimi nem chororo”. 
Chorar e rezar não ganha jogo.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

Agora vou dar uma cutucada!


Muitas empresas por causa da pandemia e suas consequências fecharam ou demitiram boa parte de seu pessoal. Aos que ficaram e atuam em áreas de suporte foi-lhes dada oportunidade de trabalharem desde casa tendo a atividade presencial em caso de extrema necessidade. Com a tecnologia disponível reuniões podem ser feitas de maneira simultânea com vários funcionários.

Quando fábrica o pessoal de linha de produção e seus líderes, gerentes e mantenedores permaneceram nos locais de atuação.

Agora vou dar uma cutucada. Ao vivo é que está o tesão de trabalhar como diz a frase “quem sabe faz ao vivo”. Particularmente, pode ser que eu seja de outra geração, eu penso que trabalhar em convívio direto com o que sua empresa fornece é o que tem de bom. Você receber funcionários, fornecedores ou visitantes na sua sala ou em uma sala de reunião. Você percorrer o chão de fábrica ou o canteiro de obras buscando soluções para problemas encontrados. Você na hora do cafezinho trocar ideias no fundo do corredor. Você recebendo treinamento pelo pessoal de RH ou de consultorias contratadas. Isso sim é viver a sua empresa. Você ao final do dia viver a cidade indo para casa e vice versa nas manhãs.

Está tudo muito legal porque você manteve seu emprego por ora. As aparições de seus filhos ou da sua mulher ou do seu marido na telinha provocam risos diários.

Se você é advogado e está de home office deve se lembrar que muita coisa você aprendeu nas conversas informais com seus colegas e superiores em papos no escritório. Na telinha não é a mesma coisa.  

Uma coisa é importante para você que hoje está de home office. Em primeiro lugar você tem que ter disciplina e disciplina significa manter o horário comercial de segunda a sexta feira, tendo ou não serviços em análise ou em andamento, para assegurar o pique de trabalho.

Nada de acordar às 10:00 horas de uma segunda feira útil. Nada de trabalhar em casa de pijama, bermuda ou afins. Essas vestimentas atrapalham a autoestima. Resista e fuja dos jogos da Champions League! Monte um mini escritório em sua casa onde só você e somente você tem acesso livre e sem crachá.
  
Se você é independente quando a época é sem contratos, leia seus arquivos, trabalhos já realizados, pesquise bastante na internet (você tem tempo para isso, pois não é assalariado!). 

Converse com outros amigos independentes, pesquise redes sociais, pesquise e-mails de empresas que você poderia vender seus serviços, confeccione um cartão de visitas e mantenha-os sempre no bolso (nunca se sabe!).

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Aposentado e Sempre Independente
São Paulo / SP





segunda-feira, 20 de julho de 2020

RHECADOS BEM DADOS - Paixão por pessoas?


Paixão por Pessoas! Esse slogan adotado com frequência pela nova geração de profissionais de recursos humanos já deu. Em minha opinião, absurdamente fora de contexto. 

Paixão por Pessoas é slogan de campanha política ou propaganda de clínicas psicológicas.



O que o RH deve pensar, ao invés de passar horas criando novos slogans que sustentem a área, é a criação e manutenção de cenários que favoreçam o desenvolvimento profissional e pessoal do trabalhador para que o mesmo tenha paixão pelo que faz. 

Paixão pelo que faz é o que diferencia o êxito de uma empresa. Não esse mimimi de paixão por pessoas.

Paixão pelo que faz sustenta a contratação de colaboradores com alto potencial de êxito, assegura que estes colaboradores recebam o monitoramento necessário para desenvolver este potencial, define um sistema de avaliação para fornecer a retroalimentação necessária para alcançar um desenvolvimento excelente e permite focar nos conhecimentos, habilidades e atitudes que os colaboradores necessitam para alcançar os objetivos da empresa.

terça-feira, 14 de julho de 2020

RHECADOS BEM DADOS - Guarde seu cartão de visitas como lembrança e saia em busca de uma nova estória para sua vida!

Você acaba de entrar no pacote de demissões acertado com o Sindicato, pois sua empresa foi muito afetada pela pandemia e está passando por uma crise. 

Depois da comoção, os que ficaram te abraçam, lamentam e desejam-lhe boa sorte.

Depois de dez anos você trocou seu cartão de visitas por mais seis meses de assistência médica e uma possível promessa de recontratação  pós pandemia. Não conte com isso.

Nós que amávamos tanto a empresa!

Depois de algumas semanas outros poderão seguir o mesmo rumo que você e vida segue na empresa. 

Os que ficaram já pararam de falar das demissões e de você. Dois ou três colegas de trabalho ficaram seus amigos nesses dez anos.

Guarde seu cartão de visitas como lembrança e saia em busca de uma nova estória para sua vida!


No mundo corporativo, o seu passado de vitórias e conquistas, primeiro, só interessa ao museu de sua estória. Segundo, esse momento já foi!

O passado de vitórias e conquistas aconteceu em outras circunstâncias, em outro cenário econômico e social, em outro cenário de tecnologia e em outro cenário de recursos disponíveis. Principalmente, em outra faixa etária e com outros concorrentes!

O novo “patrão” só quer saber como resolverá os problemas imediatos de gestão, como atingirá as metas organizacionais determinadas, como mediará relações sindicais, como irá atuar nos processos de gestão de pessoas e por aí vai.




quinta-feira, 2 de julho de 2020

RHECADOS BEM DADOS - Algumas profissões têm a idade de seu ocupante como inimiga, outras como aliada!


Se você é médico, engenheiro civil, advogado, professor ou jornalista, quanto mais velho você fica mais é respeitado (não falo de exceções). É natural. É o efeito psicológico. Você compraria uma casa totalmente assistida por um engenheiro civil recém formado ou faria uma cirurgia do coração por um médico cirurgião recém formado?


A grande maioria dos presidentes dos países do nosso planeta tem mais que 50 anos e ocupam o mais importante cargo de seu país. Você votaria, para presidente de seu país, em um candidato com 30 anos? Muito provavelmente não. Agora, você contrataria para sua empresa, um gerente de compras, de logística ou até mesmo de recursos humanos, entre 50 e 60 anos? Muito provavelmente não! 

Pode me dizer por quê? Quem pensa assim é você ou sua empresa? 

Para presidente de seu país tem que ter experiência burocrática e política, vida pública de ilibada reputação e mais que 50 anos ao passo que, um gerente de compras, de logística ou de recursos humanos com 50 anos, uma experiência verdadeiramente qualificada sempre atualizada com as tendências do mundo corporativo e nada que possa denegrir sua imagem ao longo de sua carreira, não servem para sua empresa. Tem que ser um “cara” de 30 anos.

Ao invés de só enviar seus funcionários para um curso de gestão de compras, logística ou recursos humanos, contrate um ex gerente dessas áreas para desenvolver projetos e ministrar/transferir conhecimentos “in company”. Tudo por prazo determinado

Um profissional desses, bem selecionado, já adquiriu sua estória empresarial vivida, participou de inúmeros cursos de informação, formação e atualização, já “filtrou o joio do trigo” em todos eles, já errou e acertou e está aí, ao seu lado, à sua disposição.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

RHECADOS BEM DADOS - A VACA E A PANDEMIA!


Um velho mestre acompanhado de um discípulo resolveu visitar a mais pobre das aldeias da região em seu país. Lá chegando, dirigiu-se a um casebre acanhado e tosco.
Mestre e discípulo se viram em uma sala pequena onde moravam pai, mãe, quatro filhos e dois avós. Apesar da miséria, a família contava com precioso bem: uma vaquinha, que fornecia um pouco de leite que mal dava para alimentar a todos.

O pai, mesmo humilde, era acolhedor e por isso convidou o mestre e o discípulo a se ajeitarem dentro do possível, vindo a passar a noite com eles. No outro dia, bem cedo, saíram, furtivamente, e para não acordar ninguém, o mestre disse em voz baixa ao discípulo: Está na hora da lição!

O mestre, diante do olhar atônito do jovem, deu uma adaga ao discípulo, ordenando que ele degolasse a vaca, o mais depressa, sem nenhuma explicação!

Que lição posso tirar dessa situação? A família não tem nada e ainda perde o pouco que tem ? Perguntou indignado o rapaz.

Vamos voltar para casa, respondeu secamente o mestre.

Anos se passaram, entre uma viagem e outra, o discípulo ainda sentia remorso por aquela inesquecível lição do mestre e resolveu voltar à aldeia, procurando aquela pobre família. 

Chegando perto, avistou de longe a colina, onde ficava o casebre, e olhou espantado, contemplando, uma bela casa no lugar daquele o antigo casebre.

De certo, após a morte da vaca, ficaram tão pobres e desesperados que tiveram que vender a propriedade para alguém mais rico, pensou o discípulo.

Aproximou-se da casa e entrando pelo portão viu um criado e lhe perguntou:

Você sabe para onde foi uma família de cinco pessoas que vivia aqui antes?

Sim, claro! Eles ainda continuam morando aqui! Estão ali nos jardins, disse o criado, apontando com o nariz em direção à frente da casa.

O discípulo caminhou no rumo indicado e pôde ver um senhor altivo, brincando com três jovens bonitos e uma bela mulher. A família, que estava ali, não lembrava em nada aquele pessoal simples, acanhado, que ele e seu mestre haviam visitado tempos atrás.

Quando o senhor avistou o discípulo reconheceu-o de imediato e o convidou para entrar.

O discípulo depois dos tradicionais cumprimentos procurou saber melhor como tudo havia mudado tanto ali desde sua visita anos antes:

Depois daquela noite em que vocês estiveram aqui algum invejoso degolou a nossa vaca, único sustento! As pessoas nos respeitavam porque éramos trabalhadores honestos, além de ter um pouco de leite! Quando vimos a vaca morta soubemos que estávamos em dificuldade e que a única saída era reagir! Foi o que fizemos logo! Limpamos o quintal da casa, conseguimos algumas sementes e plantamos batatas e legumes. Percebemos que a horta produzia mais que o necessário e começamos a vender. Com o dinheiro obtido compramos mais sementes e acabamos arrematando a casa da frente para termos mais espaço e assim plantarmos mais e mais...

Enquanto o orgulhoso homem continuava falando o discípulo se deu conta de que durante todo aquele tempo a vaca não havia sido apenas o único bem daquela família. Na verdade era também a corrente que mantinha as pessoas presas a uma vida de conformismo e mediocridade.

Que todos consigam afastar a vaca que atrapalha suas vidas e tenham um belo recomeço pós pandemia!
Autor Desconhecido


quarta-feira, 24 de junho de 2020

RHECADOS BEM DADOS - A cenoura, o ovo e o café


Ao chegar em casa depois demais um dia de trabalho, a filha se queixou ao pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela. Já não sabia mais o que fazer. Estava cansada de lutar e combater, pois assim que resolvia um problema, logo outro aparecia. Tão ou mais complicado. 

Seu pai, mestre-cuca de renome, ouviu o desabafo, conduzindo-a até a cozinha onde trabalhava. Lá, encheu três panelas com água e as colocou em fogo alto, a fervura logo acontecendo. Na primeira pôs cenouras, na outra ovos, na última duas colheres de pó de café. Após vinte minutos, desligou tudo, espalhando as cenouras numa tigela, os ovos num prato fundo, o café acolhido por um bule pequeno.

 Percebendo a perplexidade da filha, indagou: - Querida, o que você está vendo? Cenouras, ovos e café, respondeu ela sem pestanejar, continuando atônita. Pediu que a filha experimentasse as cenouras, notando a jovem que elas estavam macias. Depois, cumprindo nova solicitação, descascou um ovo, verificando que o mesmo se tornara endurecido após a fervura.

Ainda sem entender o que o pai fizera, a jovem questionou o significado daquilo. E o mestre, com a serenidade dos que sabem fazer a hora, disse-lhe que a cenoura, o ovo e o pó de café haviam sofrido a mesma adversidade, a fervura da água, muito embora cada um tivesse reagido de um modo totalmente diferente.

A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de submetida à fervura, amolecera e se tornara frágil. O ovo, por sua vez, possuidor de uma casca que protegia o seu interior líquido, viu sua estrutura interna tornar-se rígida após a fervura. E o pó de café, depois da fervura, havia transformado a água.

- Qual deles é você? perguntou o pai à filha. Complementou: - Quando a adversidade lhe bate à porta, como você responde? Como uma cenoura, um ovo ou o pó de café? E arrematou: Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade murcha e se torna frágil, perdendo a força? Ou você será como o ovo, que começa com um coração maleável, mas depois de uma falência ou demissão, se torna difícil, sua casca continuando a mesma, embora seu interior endurecido? Ou será que você se comporta como o pó de café, que muda a água fervendo que lhe provoca dor, para conseguir o máximo de sabor a 100 graus?

Se você é como o pó de café, quando as coisas se tornarem piores, você se tornará ainda melhor, para que tudo ao seu derredor possa ficar muito mais bonito. A escolha é sua.


Moral da história

- Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões. Cabe a nós, somente a nós, decidir se a suposta crise irá ou não afetar nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida, enfim.

Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra encorajadora. Confie que você tem capacidade e tenacidade suficientes para superar os desafios que te impõem.

"Uma vida não tem importância se não for capaz de impactar outras vidas".