terça-feira, 13 de outubro de 2015

Manual de Técnicas e Práticas em Cargos, Carreiras e Salários

Tempos atrás, em 2011, elaborei um manual denominado Entendendo Cargos, Carreiras e Salários e disponibilizei para algumas pessoas do Linkedin. O manual acabou sendo disponibilizado pelo Slideshare e até o momento, obteve mais de 130.000 visualizações e mais de 2.500 downloads. 

Devido à boa aceitação, refiz o manual e acrescentei muito mais informações, dividindo-o em duas partes, como informado adiante, totalizando 275 páginas!

A nova versão denomina-se “Manual de Técnicas e Práticas em Cargos, Carreiras e Salários”, e é totalmente voltado para o aprendizado e o conhecimento de estudantes e profissionais da área de Recursos Humanos e a todos os profissionais das demais áreas que se interessem pelo assunto.

1ª Parte – Entendendo e aprendendo a elaborar Descrição de Cargos

Abrange desde a formulação da ideia e a da confecção dos questionários até o modelo descritivo completo e pronto para estudos
 subsequentes. Tudo de forma prática e objetiva e de leitura agradável. 


Na segunda metade o leitor encontrará uma extensa coletânea  de atribuições de cargos operacionais, administrativos, técnicos, nível superior e de gestão das áreas de Recursos Humanos, Serviços, Contabilidade, Finanças, Tecnologia da Informação, Obras Civis entre outras. 

Você poderá, além de conhecer as atribuições de diversas áreas, subsidiar a elaboração/atualização das descrições de sua empresa, pesquisando e ampliando as ideias, propostas e formulações contidas em cada atribuição. 

Você que gosta das matemáticas, gráficos e demonstrativos que a área de Cargos, Carreiras e Salários tanto exige vai descobrir que elaborar uma descrição de cargo pode ser tão prazeroso quanto!

2ª Parte – Entendendo e aprendendo a classificar e avaliar Cargos

De forma prática e simples você conhecerá as metodologias que compõem os sistemas abertos de avaliação e classificação de cargos (escalonamento, comparação por fatores, graus pré determinados e pontos) e os conceitos dos sistemas fechados (Hay e Mercer).

Você aprenderá a formular e executar um projeto de Plano de Cargos, Carreiras e Salários através da metodologia de Pontos e a elaborar, tabular e analisar uma Pesquisa Salarial.

Na outra metade, você conhecerá um projeto completo de  Plano de Cargos, Carreiras e Salários desenvolvido pela metodologia formulada e criada denominada Cenários de Atuação

No apêndice, além de artigos escritos sobre o tema, aprenda a elaborar, tabular e analisar uma Pesquisa Salarial, a elaborar uma Política Salarial e a elaborar um Regulamento Interno de Empresa!



Está disponível para aquisição na plataforma da Hotmart no link abaixo:



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Cargos, Carreiras e Salários - É assim que se começa!

Começando a elaborar um projeto de
 Plano de Cargos, Carreiras e Salários

Fase 1 - Análise, diagnóstico e entendimento do negócio

Nessa fase inicial, buscamos obter conhecimentos genéricos da gestão organizacional da empresa, organogramas, procedimentos normativos e aspectos estratégicos de recursos humanos, níveis e práticas de remuneração vigentes, atuação da concorrência entre outros.

Fase 2 - Coleta de informações/Levantamento e análise de cargos

Nessa fase é preciso levantar informações sobre cargos através da elaboração de questionários dirigidos aos grupos ocupacionais identificados, entrevistas e/ou observações locais quando necessário. Com as informações coletadas inicia-se a elaboração formal das descrições dos cargos, considerando-se as principais atribuições, responsabilidades e as competências técnico funcionais – pré requisitos de ocupação.

Fase 3 - Elaboração ou revisão das descrições dos cargos

Esta é a fase de validação e complementação das informações coletadas. É o momento de estudar o dimensionamento dos cargos e como serão tratadas e descritas as diversas atividades integrantes. O resultado é a elaboração de um manual organizado contendo todas as descrições dos cargos e atividades da empresa.


Fase 4 - Análise das descrições dos cargos

Nessa fase analisamos os cargos em relação às suas atividades, tarefas, titulação adequada, competências técnico funcionais de ingresso e de desenvolvimento/desejáveis entre outras especificidades, e os identificamos em conformidade com os grupos ocupacionais determinados.

Fase 5 - Avaliação dos cargos

O objetivo desta etapa é estabelecer o grau de importância dos cargos e atividades desempenhadas dentro da empresa e a diferenciação entre elas. Os fatores são definidos e descritos conceitualmente e a metodologia de avaliação e classificação é formulada. Faz-se a simulação e a validação da metodologia de avaliação e classificação adotada.


Aproveite essa fase e crie e sustente sua metodologia de avaliação!

Fase 6 - Elaboração da estrutura de cargos
Nessa fase os cargos e atividades são hierarquizados em conformidade com a metodologia de avaliação e classificação adotada e estruturam-se as carreiras e dimensões de graduação possíveis de serem realizadas.

Fase 7 - Pesquisa salarial

O objetivo principal da pesquisa salarial é apurar e analisar as práticas de mercado adotadas por um rol de empresas que atuam na mesma região geoeconômica e empresas de interesse (concorrentes), para subsidiar a elaboração da política salarial da empresa e seu posicionamento em relação ao mercado.

Você também pode, em um primeiro momento, utilizar sua curva salarial interna para a implantação. Depois pensar em confrontar com o mercado externo quando julgar conveniente!




Fase 8 - Desenho da política salarial

Nessa fase são elaboradas a política salarial ( o que pode fazer) e os procedimentos salariais (quando e como fazer). É a fase de elaboração dos critérios para administração de movimentações decorrentes de desempenho, promoção vertical, criação e reclassificação de cargos e atividades entre outros procedimentos. O resultado dessa fase é a criação de uma política salarial capaz de atrair e manter funcionários potenciais e otimizar os custos do negócio para assegurar uma remuneração competitiva.

Fase 9 - Implantação

- Pré enquadramentos funcionais

- Pré enquadramento salariais

- Reflexos financeiros – análise dos impactos financeiros na massa salarial e alternativas

- Determinação de prioridades e aprovação interna Gestores

- Aprovação Direção da Empresa

- Enquadramentos funcionais

 - Enquadramentos salariais



Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Independente
Remuneração - Gestão de Desempenho - Competências
(11) 99323 - 7923
   

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Aprenda a pensar como um gênio!

 Aprenda a Pensar com Leonardo da Vinci de Michael J.Gelb.

Compartilho a essência do livro!

"Mesmo que você não seja um gênio, você pode utilizar as mesmas estratégias de Aristóteles e Einstein para tomar as rédeas do poder de sua mente criativa e controlar melhor o seu futuro."

As oito estratégias seguintes o encorajam a pensar produtivamente, em vez de (re)produtivamente, a fim de o fazer chegar às soluções para os problemas. “Estas estratégias são comuns aos estilos de pensamentos dos gênios criativos nas ciências, artes e na história do pensamento industrial”.

1. Encare o problema de várias formas diferentes e encontre novas perspectivas que ninguém mais tenha examinado ainda (ou que ninguém já tenha publicado!)

Leonardo da Vinci acreditava que, para adquirir conhecimento acerca da forma de um problema, começa-se por aprender a reestruturá-lo de muitas maneiras diferentes. Ele considerava que a primeira forma como ele olhava para um problema era muito parcial. Frequentemente, o problema reconstruído transforma-se em um novo.

2. Visualize!

Quando Einstein meditava sobre um problema,  sempre achava necessário formular seu enunciado de tantas maneiras diferentes quantas possíveis, incluindo o uso de diagramas. Ele visualizava soluções e acreditava que tais palavras e números  representavam um papel significativo em seu processo de pensamento.

3. Produza! Um distintivo característico dos gênios é a produtividade.

Thomas Edison tinha 1,093 patentes. Ele garantiu a sua produtividade estabelecendo para si mesmo e a seus assistentes “cotas de ideias”. Em um estudo com 2.036 cientistas através da história, Dean Keith Simonton da Universidade da Califórnia em Davis descobriu que os mais respeitados cientistas não produziram apenas trabalhos excelentes mas também trabalhos “ruins”. Eles não tinham medo de falhar, ou produzir resultados medíocres na busca pela excelência.

4. Faça combinações originais. Combine e recombine ideias, representações e pensamentos de diferentes formas não importando o quanto pareçam incongruentes ou pouco comuns.

As leis da hereditariedade, em que se baseia a moderna ciência da genética, tem suas bases lançadas pelo monge austríaco Gregor Mendel que combinou matemática e biologia para criar uma nova ciência.

5. Formule relacionamentos; estabeleça conexões entre assuntos dessemelhantes.

Da Vinci determinou uma relação entre o som de um sino e o barulho de uma pedra atingindo a água. Isto lhe permitiu estabelecer a ligação de que o som se propaga na água. Samuel Morse inventou a estação de transmissão para sinais telegráficos enquanto observava estações para cavalos.

6. Pense em opostos.

O físico Niels Bohr acreditava que, se você mantém opostos juntos, então você eleva o seu pensamento e sua mente se desloca para um novo nível. Esta habilidade lhe permitiu imaginar a luz como um duo de onda e partícula o conduziu à concepção do Princípio da Complementaridade. Suspender o pensamento (lógico) pode permitir à sua mente conceber novas formas.

7. Pense de forma metafórica.

Aristóteles considerava a metáfora um dístico dos gênios, e acreditava que o indivíduo que possuía a capacidade de perceber semelhança entre duas áreas separadas da vida e de concatená-las uma com a outra era uma pessoa de dons especiais.

8. Prepare-se para o acaso.

Não importa que nós tenhamos tentado fazer alguma coisa e falhamos, nós terminamos por realizar alguma outra coisa. Este é o primeiro princípio do acidente criativo. O fracasso pode ser produtivo desde que nós não o consideremos um desperdício total enquanto resultado. Ao invés disto: analise o processo, seus componentes e como você poderia modificá-lo para chegar a outros resultados. Não se pergunte: "Por que eu falhei?", e sim, melhor que isto: "O que eu realizei?"


terça-feira, 18 de agosto de 2015

Todos gostam de mim!

Para iniciar este artigo apresento a seguir duas perguntas formuladas pela Revista Veja, edição 2179, com Carlos Brito, presidente mundial da AB Inbev, a maior cervejaria do mundo.

Veja: Isso significa também tolerância zero com desempenhos individuais abaixo da média?

Carlos Brito: Aqui, quando uma pessoa apresenta baixa performance, temos que procurar ajudá-la a cobrir aquela deficiência, dar uma segunda chance. Se a pessoa não está mesmo dando certo aqui, achamos que é nossa obrigação, porque a vida é muito curta, dizer “Você pode ser bem sucedida em muitas companhias, mas aqui não tem jeito”. Prefiro dizer isso logo, quando o profissional é jovem, a ficar dez anos enrolando. Quando chegamos à AmBev , por exemplo, a avaliação de desempenho de todo mundo era “excepcional”. Porque ninguém tinha a coragem de dizer para o outro a verdade, entendeu? Cheguei lá e disse que as pessoas talentosas gostam de três coisas: meritocracia, honestidade e um ambiente informal. O sujeito talentoso é a favor da meritocracia e não gosta de senioridade. Aliás, isso é coisa do exército, em que o mais velho tem preferência na lista de promoção. Aqui, temos exemplos aos quilos de pessoas que passaram à frente de outras por competência. É a meritocracia, que muita gente prega mas não faz. Seria muito mais fácil promover o funcionário mais antigo do que o mais novo ou aquele de quem o pessoal gosta muito. Se você promover o Mike. Que está há vinte anos na companhia, é porque o “Mike merece”. Mas se promover o John, que chegou há um ano, desafiará um monte de gente. Só que, se você promover os Mikes por senioridade, os Johns talentosos se mandam e a empresa não vai a lugar nenhum.

Veja: Como resumir essa sua filosofia:

Carlos Brito: Acredito que ser justo é tratar pessoas diferentes de formas diferentes. Tratar todo mundo igual é injusto. Aquelas pessoas que são apaixonadas, se dedicam mais à empresa, dão mais resultados – essas pessoas merecem mais oportunidades que as outras, mais atenção, mais treinamento. E elas tem de ganhar dinheiro também. Já que é impossível agradar a todos, vou agradar àqueles com maior talento. Sinto muito pelos menos talentosos, mas...

Sem dúvida, o comportamento e as atitudes fazem de Carlos Brito um executivo brilhante, um exemplo a ser seguido e, mais ainda, absolutamente "ele mesmo!". Se eu fosse mais jovem, seria uma vitória trabalhar com ele,...!

Aproveito o trecho dessa entrevista quando ele diz, "Prefiro dizer isso logo, quando o profissional é jovem, a ficar dez anos enrolando", e comento o jeito padrão brasileiro de ser, tanto na vida pessoal como na vida profissional, quando temos que tomar uma decisão que afetará alguém.

Quantas e quantas vezes os Gestores com medo de demitir um funcionário conclamam a brigada de RH para fazê-lo? Quantas e quantas vezes alguém convida um conhecido para uma visita social à sua empresa e na hora marcada manda dizer que está em reunião? Quantas e quantas vezes marcamos com amigos uma balada, todos confirmam para não ficar chato, e ninguém aparece ou telefona?

O brasileiro não aprendeu que quando não está afim ou quando não pode fazer alguma coisa ou até mesmo quando não quer receber alguém, dizer logo: "Olha, hoje eu não tô afim de sair, não posso recebê-lo em minha empresa, não tenho nenhuma oportunidade de trabalho, ..."

É mais sincero dizer a verdade do que ficar enrolando como bem disse o Carlos Brito. Se você quer apresentar uma proposta de trabalho para uma empresa, que não precisa de você naquele momento, é comum você ouvir "estamos analisando, aguarde mais uma semana, vou marcar uma reunião com a Diretoria, me envia uma proposta com orçamento,...".

Isso vira ansiedade e cria uma falsa expectativa que
aquele empregador ou aquela empresa vai lhe chamar!

Nas empresas multinacionais, européias principalmente, é muito comum um gestor ou um colega de trabalho vindo da matriz, dizer para você coisas que você certamente não ouviria em uma empresa brasileira.

Convida o colega para ir ao cinema e ele diz "hoje não tô afim"!. Pronto, foi sincero, nunca mal educado! "não gostei do seu trabalho sobre tal assunto, você tem que se esforçar mais!" Aí, parece que o mundo acabou. Foi sincero, nunca mal educado. Esse é o choque mais comum da cultura brasileira, que imita a cultura americana, não reconhece a sinceridade. Prefere a cultura do fingimento. Prefere ouvir ou dizer que todo mundo é excepcional, que todos gostam de mim, que minha área é prestigiada e por aí vai. Pensem nisso!

Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos Independente
carh.consultoria@gmail.com

Magistério Público versus Avaliação de Desempenho - A quem interessa?

Na estória do desenvolvimento educacional, a abordagem de indicadores escolares relacionados a resultados obtidos nos processos de aprendizagem é recente. Historicamente, a área educacional trabalha com a premissa que as condições sócio econômicas e culturais externas ao sistema educativo, sobre as possibilidades de êxito dos alunos, é tão forte e influente, que pouco se pode fazer nas escolas para contestá-las. Hoje existe um certo consenso da ideia que o fracasso ou o sucesso de todo sistema educativo depende, fundamentalmente, da qualidade do desempenho de seus docentes. 

Não adiantam novas propostas e planos de estudos, construção de magníficas instalações, modernos meios de comunicação de ensino e outros itens. Sem docentes eficientes não haverá o crescimento real da qualidade de ensino.
  
A formulação e a implantação de programas de avaliação de desempenho de docentes deve ser tratada como tema prioritário para melhorar os resultados de aprendizagem do sistema educativo público e que os docentes tenham um peso decisivo na obtenção desses resultados.

A avaliação de desempenho do corpo docente não deve ser vista como uma forma de vigilância e controle de suas atividades (é inaceitável o uso da avaliação de desempenho como forma de pressão), mas sim, como uma forma de facilitar e ampliar o aperfeiçoamento do professorado.

Ao invés de “pedir contas” a respeito da qualidade de suas atividades, a situação começa a mudar quando, programas e processos de avaliação de desempenho, asseguram que isso ocorra de forma planejada e sistemática.

Quando avaliadores mal preparados que ao mesmo tempo que cuidam de atividades burocráticas de secretarias escolares, desenvolvem a delicada e complexa tarefa de julgar a qualidade do desempenho do professor em sala de aula, sugere o juízo mecânico e subjetivo da equipe qualificadora. Um sistema apresentado dessa forma não é adequado para avaliar e melhorar o desempenho docente em sala de aula e na escola.

É fundamental, portanto, rever conceitos e propor um sistema bem articulado em seus componentes e embasado em uma lógica voltada à ação docente. Tal sistema deve ter o potencial de melhorar a médio e longo prazo a qualidade do trabalho docente.

É preciso identificar as qualidades que constroem um bom professor para, a partir daí, gerar políticas públicas educativas (pesquisa investigativa do que é ser um bom professor , tendo como público alvo o próprio professor, os alunos e os pais de alunos).

Os indicadores de desempenho devem estar voltados para os docentes e não contra eles!

Pela própria característica da atividade, o docente é submetido regularmente a uma avaliação (crítica) por toda a comunidade em que atua. Essas avaliações informais, geralmente produzidas de forma espontânea, costumam ser carregadas de subjetivismo e falta de conhecimento amplo dos fatos. Podem gerar decisões inadequadas e constrangedoras e provocar insatisfação e desmotivação dos docentes. Daí que, na maioria das vezes, quando o assunto é avaliação de desempenho, surge a resistência do professorado na discussão da questão. Se faz necessário a formulação de um sistema de avaliação que torne esse processo justo e racional, de forma planejada e sistemática. Que permita valorizar o desempenho do docente com objetividade, profundidade e imparcialidade.

Um processo de avaliação realizado regularmente, pode monitorar e aferir o nível de conhecimento do docente e analisar características de competências e habilidades (segurança em si mesmo, mobilidade em sala de aula, comunicação verbal e corporal, espírito de superação de dificuldades, perseverança,...).

Observo que antes de se pensar em indicadores é preciso desenvolver e validar procedimentos para uma adequada avaliação de desempenho e preparar avaliadores capacitados para emitir julgamentos sobre o desempenho de docentes em contextos diversos.

Para iniciar a discussão da construção de indicadores de desempenho, relaciono alguns itens:

- Capacidade para fazer sua matéria entretida e interessante,

- Qualidade de sua comunicação verbal e não verbal,

- Capacidade para identificar e compreender as situações em sala de aula e ajustar sua intervenção,

- Grau de informação sobre o andamento da aprendizagem de seus alunos,

- Capacidade para criar um ambiente favorável para que o aluno conheça seus direitos e responsabilidades e aprenda a exercê-los,

- Grau de satisfação com o trabalho que realiza,

- Assistência e pontualidade com a escola e suas classes,

- Flexibilidade para aceitar a diversidade de opinião e sentimentos dos alunos e respeito por suas diferenças de personalidade, raça e situação sócio econômica,

- Grau em que seus alunos possuem sentimentos cívicos pela Pátria, natureza, estudos e ao ser humano.

 Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos Independente
carh.consultoria@gmail.com


segunda-feira, 13 de julho de 2015

Perfil de Liderança do Gestor Público - Você não vê, mas eles estão aí!

Na área pública temos a presença de uma população diversa. Servidores e funcionários de carreira (concursados), nomeações políticas e/ou técnicas de livre provimento (comissionados), contratos por prazo determinado conforme a legislação e a necessidade, terceirizados e afins e um número enorme de estagiários.
  
O Governo Federal, entendendo-se Ministérios, Autarquias, Instituições de Ensino, Agências Reguladoras e Fundações, a partir dos ditames e da formulação dos conceitos do Plano Bresser, expressos em 1997, pelo Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado, buscou transformar as instituições públicas em instituições ágeis, menos hierarquizadas e com forte compromisso de seu corpo de servidores. Instituições que tem como meta, a busca de resultados reconhecidos pelos cidadãos. Resultados que a sociedade entende como de interesse público.

O perfil de liderança ora proposto aos gestores dessas instituições, deve basear-se em conhecimentos, habilidades e atitudes que conduzam à profunda transformação e consolidação dos processos de mudança então propostos. 

Sem entrar no mérito que levou o Ministério de Administração e Reforma do Estado, o antigo MARE, à sua extinção, vamos analisar as sementes que foram deixadas e regadas pelos governos posteriores.

A Política Nacional de Gestão de Pessoas do primeiro Governo Lula definiu, através da Secretaria de Recursos Humanos, órgão ligado ao Ministério do Planejamento, o perfil necessário ao novo Gestor Público: 

Liderança, planejamento e pensamento estratégico, conhecimento de administração pública gerencial, implantação e gerenciamento de mudanças, análise e gerenciamento de conflitos, negociação coletiva, motivação e obtenção de compromisso de pessoas e equipes, conhecimento sobre desenvolvimento de sistemas de recursos humanos, delegação de responsabilidades e cobrança de resultados, gerenciamento de recursos financeiros e legislação de recursos humanos.

Para que essas transformações aconteçam é fundamental a implantação de um modelo de gestão de recursos humanos que propicie a capacitação necessária aos servidores da área de RH, para que estes possam atuar como agentes facilitadores e estratégicos de mudança das instituições públicas.

Ao falarmos de área pública, é importante separá-la em suas diversas esferas. Municipal, Estadual e Federal. Administração Direta e Indireta. Autarquias e Fundações. Universidades Federais. Empresas Estatais e Agências Reguladoras.

Existe uma diferença muito grande de liberdade de atuação, de conteúdo, de qualidade e de vontade política em ações voltadas em projetos de gestão de pessoas.

Na esfera federal, incluindo-se aí todos ou quase todos os seus órgãos, há pelo menos uma década, vimos assistindo um avanço gradual e qualitativo nos processos e produtos de gestão de pessoas. A começar pela transformação de recursos humanos em gestão de pessoas em quase todas as falas. 

Conceitos atuais como gestão de desempenho e competências, remuneração por resultados, gestão estratégica de RH, equipes de alta performance, certificação de habilidades, aprendizado monitorado e outros produtos, já são linguagem comum entre os gestores de pessoas da esfera federal, notadamente em autarquias, empresas e agências reguladoras.

É notória a presença de consultorias e/ou de consultores de renome, contratados pela área pública para o desenvolvimento desses produtos, não só na esfera federal, como indo além. Assim como não é incomum que os servidores designados para o suporte, acompanhamento e absorção do conhecimento técnico e dos produtos desenvolvidos, sejam servidores comissionados e não servidores efetivos e concursados. Uma vez findo o mandato, vão embora, levando a memória descritiva e acrescentando à sua página pessoal, o conhecimento técnico adquirido. 

A quem caberá a manutenção dos produtos implantados? Aos servidores efetivos e concursados, que tiveram pouca ou nenhuma participação. Assim costumam morrer, lenta e gradualmente, as boas idéias e os bons produtos. Por falta de memória descritiva, por falta de conhecimento técnico e por falta de vontade pessoal e política. Até que, em um novo mandato, consultorias e/ou consultores de renome surgem em cena e os servidores efetivos e concursados exclamam: “Oh não, tudo de novo!”.

O perfil da liderança na gestão pública sofre alterações a cada troca do poder executivo. Os servidores alinhados com a nova Administração e os “servidores não concursados” (comissionados), respondem pela implantação e manutenção da “nova ordem”. Em determinadas instituições, por regimento próprio, só podem ser admitidos servidores não concursados (comissionados) até um determinado nível, tomando-se por base as linhas do organograma. A partir daí, todo e qualquer cargo de gestão cabe aos servidores efetivos, ou seja, concursados.

Agora imagine uma prefeitura qualquer, uma área qualquer, uma seção qualquer, onde, a cada quatro anos ou menos, troca-se a chefia para “dá-la” a outro servidor da equipe. Rodízio de “chefias”. Tudo isso para que todos os servidores da seção recebam o valor da função gratificada. Por onde deve começar um programa de desenvolvimento de lideranças em uma “casa de amigos”? Como o “líder da vez” poderá tomar iniciativas para monitorar atitudes desejáveis e indesejáveis de sua equipe? Como comprometer-se e responsabilizar-se pela busca de melhor desempenho da seção pela qual responde?

Faz-se necessário desenvolver políticas de valorização de gestão de pessoas que permitam aos gestores públicos desenvolver com efetividade, não somente suas competências, mas também, sua autoconfiança e aquisição de comportamentos que possam conduzir a uma atitude ativa. Mesmo na “casa de amigos”. programas de capacitação de lideranças devem focar a educação para o gerenciamento eficaz dos processos e a persistência para provocar mudanças culturais duradouras e não com início, meio e fim.

Uma questão que sempre vem à tona quando falamos de gestão pública, é a forma como são elaborados e conduzidos os Planos de Cargos, Carreiras e Salários, em todas as esferas municipais, estaduais e federais e a amarração dos cargos nos concursos. Com a proibição constitucional para provimento de vagas via ascensão funcional, o servidor fica amarrado no seu cargo de concurso. Ascensão só com novo concurso. Quando houver e se houver. Uma das justificativas à época da elaboração da Constituição vigente foi a finalidade de “moralização” da ascensão e o impedimento de “apadrinhamentos”. Ou seja, ao invés da criação de instrumentos normativos de validação dos processos, se um servidor atear fogo em uma cadeira de uma sala, retiram-se as cadeiras para que o mesmo não repita o gesto.

Nos encontros e seminários de gestão pública, principalmente os destinados aos servidores de recursos humanos, é voz corrente, uma necessária releitura para promover a possibilidade de ascensão funcional. Enquanto isso não ocorre, eu imagino algo assim. Nos novos concursos, uma vez que o período probatório é de três anos, o novo servidor teria esses três anos para demonstrar e desenvolver seus conhecimentos, habilidades e atitudes, consonantes às possibilidades de exercício em áreas afetas ao cargo de concurso. A única amarração seria o local de exercício, definido no concurso. Um concurso para Administrador – área de Licitações, por exemplo, findo os três anos, valida-se a permanência ou transfere-se o servidor para outra área compatível com o cargo de Administrador e com sua vocação e competências demonstradas. Com isso iremos racionalizar a alocação dos servidores e buscar colocar a pessoa certa no lugar certo, observado o quantitativo necessário, antes de decidir pelo recrutamento de novos servidores no mercado.

Essa foi apenas uma ideia de momento, sem grandes estudos colaterais. Apenas para provocar a discussão a respeito. Observo que a discussão e adoção dos conceitos de cargo amplo, cargo multidisciplinar, cargo largo e outros nomes, possibilitou a melhoria da mobilidade horizontal.

Para finalizar esse artigo, transcrevo os “princípios e objetivos” do SIPEC – Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal, órgão da Secretaria de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento. 

O SIPEC existe desde 1970 e é responsável pela gestão de pessoas no âmbito do governo federal. Os servidores federais do SIPEC formulam e desenvolvem produtos e encontros de gestão de pessoas da melhor qualidade e no melhor nível acadêmico.

Missão

Formular e gerenciar de forma integrada, a política de RH do Poder Executivo Federal.

Visão

I - Curto Prazo:

Ser reconhecido pelo sistema como agente de mudança do Serviço Público Federal.

II - Médio Prazo:

Ser reconhecido no âmbito governamental como sistema de vanguarda em práticas de gestão estratégica de pessoas.

III - Longo Prazo:

Ser reconhecido, pela excelência na gestão de RH, no Serviço Público e na Sociedade.

 Carlos Alberto de Campos Salles
Consultor de Recursos Humanos
Aposentado e Sempre Independente
carh.consultoria@gmail.com


sábado, 11 de julho de 2015

O RH e a Crise

Vale a leitura do artigo do Arildo. Texto muito bem estruturado. Já abordei várias vezes em meus artigos a atitude passiva da maioria dos RH´s. É preciso frequentar o chão de fábrica e botar a bota no barro nos canteiros de obras.

"Vejo com frequência gestores de Recursos Humanos que nunca saíram de suas salas com ar condicionado para conversar com os demais colaboradores. Conheço vários que ainda fazem um lindo discurso na certeza (coitados) de que podem enganar, iludir, motivar. É comum ouvir que colaboradores só pedem, reclamam, querem moleza, não estudam, não se aprimoram, não participam, vivem cansados e coisas do gênero. Quando pedimos a alguns colaboradores que falem sobre a empresa a resposta de 90% é a mesma. A empresa ou seu representante (o tal chefe) os trata com desrespeito, ninguém os ouve, vivem contando mentiras, só cobram, nunca ouviram um elogio, nunca viram ou falaram com o Sr. RH. E você, como definiria a sua empresa?"


Leia Mais

http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/a-crise-e-o-rh/88086/?es_p=612248



Arildo Ramos Ferreira
Arildo Ramos Ferreira é Administrador, Palestrante, especialista nas áreas de Recursos Humanos, Gestão Empresarial, autor de diversos artigos ligados as suas especialidades nos principais sites do país. Diretor Presidente da ARF CONSULTORIA EMPRESARIAL atua em todo o território nacional em analise de processos, implantação de áreas, reestruturação de áreas, assessoria a Diretorias, Conselhos Fiscais e Conselho de Administração, Palestras e Treinamentos Corporativos, Gestão de Pessoas, Terceirização de Serviços. arfconsultoria@bol.com.br